segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

HOMENAGEM E DESTAQUE A MAIS UM SÊNIOR DE 74 ANOS

Tenzin Gyatso, Sua Santidade o 14º Dalai Lama, é ao mesmo tempo líder temporal e espiritual do povo tibetano.

Nasceu em 6 de julho de 1935, numa família de camponeses da pequena vila de Taktser, na provincia de Amdo, situada no nordeste do Tibet.

Seu nome era Lhamo Dhondup até o momento em que, com dois anos de idade, Sua Santidade foi reconhecido como sendo a reencarnação de seu predecessor, o 13º Dalai Lama, Thubten Gyatso.

Os Dalai Lamas são tidos como manifestações de Avalokiteshvara ou Chenrezig, o Bodhisattva da Compaixão e patrono do Tibet.

Um Bodhisattva é um ser iluminado que adiou sua entrada no nirvana e escolheu renascer para servir à humanidade.

Simplesmente um monge budista
Sua Santidade o Dalai Lama freqüentemente diz: "Eu sou simplesmente um monge budista — nem mais nem menos."

Ele realmente segue os preceitos da vida de um monge. Vivendo em uma pequena cabana em Dharamsala, levanta-se todos os dias às 4 horas da manhã para meditar, e cumpre uma atribulada agenda de encontros administrativos, audiências particulares, ensinamentos e cerimônias religiosas. Conclui o dia, sempre, com orações.

Ao revelar as suas maiores fontes de inspiração, ele normalmente cita seus versos favoritos, encontrados nos escritos do reconhecido santo budista Shantideva:

A voz que espalha a tolerância pelo mundo
Quando há uns anos a Apple pôs em marcha uma campanha de publicidade (Think Different - Pense Diferente) fez uma acordo com o Dalai Lama para a utilização da sua imagem. "Eu sou aquilo que vocês quiserem, se tiver de ser um screensaver de computador, assim seja", foi a reacção do homem que incarna a dupla qualidade de líder político do Tibete (no exílio) e de guru do budismo à escala mundial.

O ponto de vista de Tenzin Gyatso, o 14.º Dalai Lama , é, como sempre, de uma extrema simplicidade: o que importa é divulgar a causa do Tibete e que as pessoas a encarem com simpatia.

E é isso que o guia na constante peregrinação à volta do mundo, que já o tornou na segunda figura mais conhecida, a seguir ao Papa, e numa das 100 personalidades mais influentes do planeta, no ranking de 2005 da revista Time.

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