segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Aos nossos leitores desejamos Feliz 2013


Uma má interpretação do calendário Maia, criou o falso alarme de possível fim do mundo, em Dezembro de 2012.
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Mas o que o calendário Maia, queria realmente dizer, era que começava em Dezembro de 2012, uma nova era, em que os humanos terrestres, passariam para a fase de regeneração em vez da expiação que temos vivido aqui na terra.
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O nascimento nos últimos anos, de crianças “Indigo”, é uma base dessa alteração anunciada.
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Por isso eu lhes desejo para 2013, muita esperança, muita renovação e muita elevação espiritual e que Deus lhes garanta muita saúde.
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Aquele abraço.
Manuel Dias

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal, Ano Novo e Serendipitia

“O acaso só favorece a mente preparada”. Louis Pasteur


Serendipitia
Vocês já tinham ouvido falar nessa palavra?
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Já falaremos dela...
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Em uma data em que celebramos o Natal e aguardamos com expectativa o Ano Novo, muitos refletem sobre o ano que passou, o nascimento de Jesus e tudo que queremos de mudanças em nossas vidas. E a partir disso, fazemos planos.
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Às vezes parece que fazemos planos e a vida ri, não é mesmo?
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Bom, ainda assim, vale a pena fazer planos. Planejar é refletir antes de agir. É traçar metas e o caminho a ser percorrido para se atingir os objetivos. Há muitas pessoas que listam desejos nesta época. Há menos pessoas que listam metas e ações para alcançá-las.
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Que tipo de pessoa você é?
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Isso faz parte de uma escolha de vida também: seremos aqueles que esperam pelas coisas mudarem ou seremos a mudança que desejamos que ocorra?
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Não nos iludamos: não há realidade exterior separada da realidade interior. Existe uma ressonância entre o que somos e o que se manifesta em nossa volta.
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Desejamos melhores amizades? Sejamos melhores amigos.
Desejamos promoção no trabalho? Sejamos melhores profissionais.
Desejamos mais saúde? Cultivemos bons pensamentos, palavras e sentimentos.
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Todas as listas de desejos que podemos escrever, todos os pedidos que possamos fazer possuem em si mesmo a chave para sua conquista: nossa mudança interior. Muitas vezes queremos mudar o espelho por não gostar da imagem refletida. Não funciona.
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Não adiantam novos amigos, relacionamentos, empregos ou lugares se permanecemos os mesmos. Não se engana a vida. Não se manipula a realidade.
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A verdadeira mudança é interior.
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Mudar nossa maneira de ser, de ver, de pensar, de sentir, de se relacionar, de viver, de responder, de amar, de trabalhar, de conversar, de amparar, de criticar, de ver a si mesmo e o outro. Só assim veremos uma transformação em nossas vidas.
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Sobre isso, Emmanuel* adverte:
“Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós”.
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Qual o simbolismo existente no fato do Natal preceder o Ano Novo?
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Emmanuel esclarece:
“A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo..
Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo”.
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Portanto, amigos, mais do que esperar acontecimentos milagrosos no ano que surge, é necessário fazermos o dever de casa. Mudar a paisagem externa, trocando pessoas, lugares e roupas, não transformará nossas vidas.
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Mudança de pensamento, de valores e de comportamento são premissas para uma mudança de vida. Assim, deixamos de ser pedintes pela vida para sermos construtores de nossa vida.
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E a Serendepitia?
A Serendepitia, também chamada de serendipidade ou serendipismo, se refere às coisas ou descobertas boas que nos ocorrem ao acaso.
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Pode ser uma notícia boa, um novo emprego ou mesmo um novo (ou antigo e renovado) amor.
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Algo que você não esperava, mas que traz profundas transformações positivas em nossas vidas.
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Seja o que for, nada ocorreu ao acaso. Algo ocorreu antes. Algo DENTRO de nós.
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“O acaso só favorece a mente preparada”, disse Pasteur. O notável cientista francês desconstruiu de forma subliminar o “acaso”, apontando sua premissa: a mente preparada seria a condição de sua ocorrência e favorecimento.
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O Espiritismo e as demais tradições espiritualistas/orientais esclarecem e amplificam nossa visão sobre o bom ou mal “acaso”: a lei de causa e efeito operando em nossas vidas.
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A partir do momento que compreendemos como o universo funciona - por meio da lei de causa e efeito - entendemos que o acaso não existe.
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O evento inesperado foi de alguma forma, semeado, cultivado e deu seu fruto no momento certo.
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E então vemos que podemos nos deparar com coisas que já nem procurávamos, mas que retornam ou acontecem em nossas vidas.
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Podem até serem melhores do que havíamos planejado anteriormente para nós. Afinal, se nós traçamos planos, a espiritualidade também pode traçar os seus e nos trazer coisas melhores ainda do que esperávamos...
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Por que não?
Que o Natal possa acontecer dentro de nós. Porque para que o Ano Novo seja efetivamente NOVO, precisamos ser uma NOVA PESSOA.
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Feliz Natal e um ótimo Ano Novo, repleto de serendepitia, alegria e saúde!...
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Rodrigo Siqueira, por Palavras de Emmanuel.
* Do livro Fonte de Paz, psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Fonte: Espirit Book - Postado por claudie lopes

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Abertura do portal 12.12.12


Acredite que são atitudes que, independente da abertura do portal 12:12:12, devem ser buscadas por nós constantemente. Trata-se de mantermos a nossa integridade como Seres Divinos que somos.

Começando a limpar nossas próprias vidas amorosamente. Despedindo-se de todos os hábitos e formas de pensar que têm suas raízes na ilusão da separatividade e da negatividade. Revisem seus mundos e desprendam-se. Livrem-se de tudo que não está em consonância com a Verdade de seu verdadeiro ser, ou Ser Real. Simplifiquem tudo, até que tudo esteja vibrando de acordo e deixe espaço para o Novo... Terminem tudo o que deixou inacabado, resolvam todas as relações que estiverem pendentes, livrem-se de tudo que os prendem ao passado, tudo que os tornam menor do que realmente é. Organizem suas vidas de maneira eficiente e equilibrada, dando assim um suporte para o Ser Superior.

Assegurem-se de ter um tempo para cada coisa, para poder então entrar no silêncio e escutar as transmissões que a partir de agora estão disponíveis. Reúnam-se com Grupos para apoiarem-se em desenvolvimento contínuo. Reservem um tempo para relaxar e descansar, pois isto facilita a integração com as frequências mais aceleradas que estão agora ao nosso alcance. Livrem-se de qualquer conceito errôneo a respeito de poderes. Todos nós temos usado de maneira errada nossos poderes, isto é parte da terceira dimensão. Ponham de lado os conceitos de culpa e se perdoem por todas as transgressões. Recordem-se de quem realmente são e ancorem seu Ser Superior em seu corpo físico. Seus egos aos poucos desaparecerão.

Este Ser Superior é pleno de Amor e Sabedoria e começará a ver pelos seus olhos, a pensar pela sua mente, transformando tudo. Assumam suas novas identidades de Seres Superiores, sem nenhum temor. Centralizem-se no Todo, ao invés de nas partes do Todo. Vejam a Humanidade como um imenso Ser Superior unido em Amor. Sintam-se unos com o Anjo Dourado Solar e deixem-no Servir à sua vida diária e atuar na Consciência da Humanidade, aliviando suas cargas e iluminando seus caminhos. Lembrem-se que não estão sós, somos milhões!...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Terceira idade brasileira...muito ativa sexualmente

Atual terceira idade brasileira se mostra cada vez mais disposta ao sexo
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A chamada 3ª idade está cada vez mais ativa e supera o preconceito
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Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, hoje em torno de 72 anos, a qualidade de vida tem melhorado, em função de diversos fatores: o acesso à saúde pública está mais facilitado, as medicações para controle de doenças crônicas estão mais acessíveis e o aumento da conscientização na busca de melhores condições de vida. O número de pessoas que chegam na 3ª idade em boas condições de saúde física e mental e com melhores chances de socialização também é crescente. .
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Desta forma, elas possuem mais oportunidades para manter e melhorar os seus relacionamentos, participar de novos encontros afetivos, vivenciar a sexualidade com menos preconceito e mais espontaneidade.
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Segundo o urologista e terapeuta sexual, Luiz Mauro Coelho, o preconceito e as doenças crônicas estão entre os empecilhos para o bom desenvolvimento da vida sexual dos indivíduos desta faixa etária. “É comum os idosos encontrarem algumas dificuldades no que diz respeito ao sexo. Além do preconceito e doenças crônicas, também estão: dificuldades sociais, uso de medicações para controle de doenças crônicas e a compreensão inadequada de períodos desta idade, como menopausa e “andropausa”, afirmou o Dr. Luiz Mauro.
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De maneira geral, do ponto de vista orgânico, nos homens a taxa de hormônios (testosterona) diminui gradativamente após os 50 anos, sendo um dos fatores que permitem a eles se relacionarem sexualmente sem dificuldades. Quanto às mulheres, com o advento da menopausa, ocorre a interrupção abrupta da produção hormonal feminina o que não leva, necessariamente, à frigidez ou desinteresse sexual. É fundamental que cada um se conheça, entenda as necessidades e vontade do organismo e tenha uma vida saudável, com frequentes visitas ao médico, o especialista enfatiza a importância dos relacionamentos. “Em qualquer idade ou período da vida, deveríamos aspirar a experimentar a sexualidade no sentido amplo do amor, da dedicação, evidenciando que o sexo, ou a sexualidade, não tem como fim à reprodução, é apenas um meio para o fenômeno, e que na verdade, a união sexual busca a realização plena do ser”, disse.
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Confira dicas do terapeuta sexual para melhorar a disposição sexual após os 60 anos:
* Anualmente, vá ao médico e faça uma avaliação geral;
* Interaja com pessoas da mesma faixa etária;
* Verifique se as medicações utilizadas (quando existirem) têm interferência direta na sexualidade;
* Pratique atividades físicas regularmente, sempre com a orientação de um profissional;
* Tenha uma alimentação balanceada;
* Busque sempre, incessantemente, o equilíbrio emocional. Se aproximar afetivamente a alguém;
* Tenha atividades laborais, voluntariado, etc.
Fonte: Correio da Uberlândia

sábado, 1 de dezembro de 2012

As melhores opções para a Terceira Idade

Socialização e realização de atividades é a melhor forma de fugir da depressão
Doença é comum principalmente entre as mulheres após os 60 anos


A expectativa de vida ao nascer vem aumentando a cada ano. De acordo com dados do IBGE, em 1960 a média de vida do brasileiro era de 48 anos, atualmente esse número subiu para 73,4 anos.
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Tais dados mostram que o Brasil está se tornando um país de idosos, e se preocupando cada vez mais com as pessoas que alcançam a terceira idade.
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Em Tramandaí grande parte da população é formada por idosos e juntamente com a melhor idade surgem também certas enfermidades que podem atrapalhar a vida tranquila encontrada em uma cidade litorânea. .
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Uma das doenças que tendem a surgir após os 60 anos é a depressão, um grande mal que pode destruir a vida de uma pessoa, no entanto, a doença tem tratamento.
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De acordo com o psiquiatra Luigi Engel a depressão surge por fatores genéticos, pelo meio em que a pessoa convive, pela qualidade de vida que apresenta e pela forma de encarar as dificuldades.
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Entre os idosos a depressão é mais comum nas mulheres, que muitas vezes afastadas dos amigos, da família e de atividades produtivas e sociais acabam ficando deprimidas. Fatores hormonais também ajudam a ocasionar a doença.
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Engel explica que a depressão não é facilmente reconhecida, no entanto, alguns sinais ajudam a identificar a enfermidade, tais como: alteração do humor, choro, falta de apetite, irritabilidade, falta de vontade de fazer qualquer atividade e isolamento social. “A pessoa perde a vontade de viver, qualquer coisa para ela passa a ser um sacrifício, tende a não querer mais ver os amigos ou a família”, afirma.
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O psiquiatra explica que a doença tende a surgir também em ambientes violentos, em que aja o uso de drogas e extrema pobreza, ou em situações de estresse como em períodos pós-operatórios, ou cirúrgicos, no entanto, apesar dessa realidade, a depressão também pode ocorrer em ambientes tranquilos, em que ajam famílias estruturadas.
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As principais medidas para prevenir a doença nos idosos é o carinho, a atenção, a sociabilidade e a prática de atividades. “Os idosos precisam se inserir nos grupos da terceira idade, realizar atividades com pessoas da mesma faixa etária, ir a bailes, chás, viagens, se envolver em ginástica controlada, em fim viver”, destaca Engel.
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O tratamento para a depressão geralmente é demorado e precisa ser feito com muita cautela, o uso de medicações por vezes é necessário, no entanto, conforme explica o psiquiatra, tudo é realizado com extremo cuidado. “É preciso conversar com o idoso, ver o histórico familiar, verificar o que ele realmente está precisando. Aos poucos ir inserindo ele em grupos da terceira idade e usar medicamentos, sempre de forma controlada e com extremo monitoramento”.
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Tramandaí possui grupos da Terceira Idade como o Renascer, que organiza diversas atividades para a melhor idade. Em Imbé, ocorrem aulas de ginástica gratuita para a Terceira Idade, através do projeto Viva a Melhor Idade.
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As aulas ocorrem segundas, quartas e sextas no Centro de Imbé, e nos balneários: Presidente, Mariluz e Albatroz em horários diferenciados. Além de saúde, o projeto colabora com a socialização, pois outros encontros como chás e viagens também são organizados pelo grupo.
Fonte: Dimensão 

Mais opções para os idosos no Concelho de Oeiras

Oeiras alarga rede de equipamentos para a terceira idade
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OEIRAS – Em Oeiras entra em funcionamento mais um equipamento para a terceira idade, com capacidade para 60 utentes nas respostas sociais de lar e de centro de dia e que, no futuro, incluirá também a vertente de Serviço de Apoio Domiciliário.
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O Lar de São Vicente de Paulo é inaugurado no dia 8 de dezembro, às 11H00, na Av. João Paulo II, 31, em Carnaxide. A cerimónia conta com a presença dos presidentes da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais e da Direção da Conferência Masculina Nossa Senhora das Graças, Fernando Augusto Santana.
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A criação do Lar de São Vicente de Paulo, construído pela Conferência Masculina Nossa Senhora das Graças, consistiu num investimento total de €2.699.154,30, sendo que o Município de Oeiras comparticipará financeiramente com €404.873,15, montante correspondente a 15% do custo total da obra. Além do mais, o edifício foi erigido numa parcela de terreno municipal, avaliada em €280.350,00, cedida àquela instituição em regime de direito de superfície.
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Este é o primeiro de quatro novos equipamentos dirigidos aos idosos que permitirão reforçar as respostas de lar para idosos, centro de dia e serviço de apoio domiciliário disponíveis no concelho. .
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Trata-se de um investimento global na ordem dos 20 milhões de euros. Este alargamento da rede de apoio à população idosa do concelho permitirá, a breve prazo, a criação de cerca de 215 vagas em lar de idosos, 105 vagas em centros de dia e 80 vagas em Serviço de Apoio Domiciliário (SAD).
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O concelho de Oeiras vê, assim, concretizada mais uma relevante forma de apoio à terceira idade, consubstanciada no alargamento da rede de equipamentos sociais. Neste domínio, é de salientar que se encontra igualmente programada a criação de novos equipamentos de Lar nas freguesias de Barcarena, de Porto Salvo, de Linda-a-Velha e de Caxias, representando um acréscimo de cerca de 37% em termos de capacidade total de resposta. Relativamente aos Centros de Dia, encontra-se previsto o reforço da resposta em todas as freguesias do Concelho, à exceção de Paço de Arcos e Queijas, representando um acréscimo de cerca de 30% na rede solidária.
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- Refira-se que a Conferência Masculina Nossa Senhora das Graças é uma Instituição Particular de Solidariedade Social sedeada na freguesia de Algés, que tem como principal objetivo prestar apoio na área dos idosos através da resposta social Lar.
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Esta Instituição tem quatro equipamentos no concelho, um na freguesia de Algés, o Lar de São Vicente Paulo, e três na freguesia de Queijas, o Lar de S. Miguel, o de S. José e o da Nossa Senhora das Graças.
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Atenta que está à necessidade de ampliar e qualificar as respostas, a Instituição iniciou em 2009 as obras de construção de um novo equipamento – Lar de S. Vicente de Paulo, na freguesia de Carnaxide, o que irá permitir a desativação do equipamento de Algés, uma vez que as atuais instalações, apesar das obras de beneficiação, não possuem condições apropriadas ao seu funcionamento e, assim, não se adequam à prestação de uma resposta de qualidade.
Fonte: Local.pt

Sexalecentes

SEXALECENTES já são muitos milhões!...
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Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os sexalescentes é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
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Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
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Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
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São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.

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Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar....
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Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
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Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e refletiu sobre o que na realidade queria.
Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis. Reconheçamos que não foi fácil e, no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias.
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Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
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Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos - mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
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De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos senti mentais.

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Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos.
Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra...
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... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
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Hoje, as pessoas na década dos sessenta/setenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são.
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Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60/70 no século XXI!..
Fonte: Mirian Goldenberg

Dia Mundial do HIV



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Hospital realiza palestra gratuita sobre prevenção de quedas na terceira idade

Hospital realiza palestra gratuita sobre prevenção de quedas na terceira idade

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Assunto é tema de encontro marcado para sábado (24), no VITA Batel, em Curitiba
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As quedas não são intencionais e independem da faixa etária, porém, o risco torna-se maior com o aumento da idade. Após os 65 anos, a incidência pode aumentar, resultando em fraturas e ocasionando internação e incapacitação. Com o objetivo de levar informação e melhorar a qualidade de vida dos idosos, o encontro mensal do Viver Mais VITA - Melhor Idade, programa do Hospital VITA Batel voltado à população maior de 60 anos, terá como tema "Prevenção de quedas na terceira idade". O encontro, que terá como convidado o ortopedista e traumatologista Nelson Salles Junior, acontece no sábado (24), a partir das 8h30, no CEVITA - Centro de Estudos do VITA Batel, em Curitiba.
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Salles explica que a queda de idosos pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida, podendo resultar em fraturas e gerando imobilidade e dependência dos familiares. Geralmente, há mais de uma causa ou fator de risco envolvido nas quedas. Na maioria das vezes estão associadas a problemas auditivos ou de visão, dificuldade de equilíbrio, perda progressiva de força nos membros inferiores, osteoporose, dentre outras situações clínicas que aumentam os riscos de uma pessoa idosa cair. "Em grande parte dos casos, as fraturas relacionadas às quedas acontecem na pélvis, quadril, espinha dorsal, braços, mãos e tornozelos", destaca.
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Durante a palestra, o médico vai dar dicas e explicar os cuidados que devem ser tomados para prevenir quedas, como adoção de hábitos saudáveis, como prática de atividades físicas, até adaptações nas residências. Segundo o especialista, a maioria dos idosos tem pelo menos um episódio de queda por ano, às vezes com consequências graves. "As mulheres com mais de 60 anos têm estão mais propensas a sofrerem quedas que os homens da mesma idade", explica o especialista.
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O Viver Mais VITA - Melhor Idade inicia com um café da manhã, seguido da palestra e de atividades culturais e físicas, que incentivam a mudança de hábitos dos participantes. O encontro tem como objetivo levar informação, entretenimento e qualidade de vida ao público da terceira idade.
O programa conta com o apoio do Laboratório Frischmann Aisengart, que oferece exames preventivos gratuitos aos 30 primeiros inscritos na palestra, que tem vagas limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (41) 3883-8414 ou (41) 3883-8465.
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Mais informações
*Ocorrência de quedas por faixas etárias a cada ano:
• 32% em pacientes de 65 a 74 anos
• 35% em pacientes de 75 a 84 anos
• 51% em pacientes acima de 85 anos
• No Brasil, 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano.
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Consequências:
• 5% das quedas resultam em fraturas.
• 5% a 10% resultam em ferimentos importantes necessitando cuidados médicos.
• Mais de dois terços daqueles que têm uma queda cairão novamente nos seis meses subsequentes.
• Os idosos que caem mais de duas vezes em um período de seis meses devem ser submetidos a uma avaliação de causas tratáveis de queda.
• Quando hospitalizados, permanecem internados o dobro do tempo se comparados aos que são admitidos por outra razão.
Terceira Idade - A população brasileira está envelhecendo. Já são quase 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos - 7,3% dos habitantes no país, atualmente. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025 o Brasil aumentará 16 vezes o número de idosos, em relação a 1950.
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* Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
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Serviço
Programa "Viver Mais VITA - Melhor Idade"Palestra "Prevenção de quedas na terceira idade"
Data: sábado, 24 de novembro, a partir das 8h30
Local: Hospital VITA Batel, Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1.896 - Batel - Curitiba - PR
Entrada Gratuita (vagas limitadas)
Informações e inscrições: (41) 3883.8414 ou 3883.8465
Fonte: bem Paraná

A Cafeína ajuda a fortalecer os músculos

Cafeína ajuda a fortalecer músculos na terceira idade

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Café e refrigerante ajudam a manter a força muscular, prevenindo quedas
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Cafeína ajuda a manter a força muscular e consequentemente colabora na prevenção de quedas, comuns nessa etapa da vida
Uma boa notícia para idosos que são amantes de café e refrigerantes. As duas bebidas são benéficas para a terceira idade, pois ajudam a manter a força muscular e consequentemente colaboram na prevenção de quedas que são comuns nessa etapa da vida.
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Tudo graças à cafeína, encontrada tanto no café quanto no refrigerante, que ajuda os músculos a produzir força. O estudo que detectou esse benefício proporcionado foi realizado pela Coventry University, no Reino Unido.
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Saiba como melhorar a qualidade de vida dos idosos
Os pesquisadores isolaram músculos de camundongos em diferentes faixas de idade, desde jovens a idosos. Dois músculos que podem ser controlados voluntariamente foram estudados: o diafragma, usado na respiração; e um músculo da perna chamado extensor digitorum longus (EDL), usado na locomoção. Ambos tiveram melhor performance após o uso da cafeína.
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Como em estudos anteriores apontaram que o excesso de cafeína poderia dificultar a absorção de cálcio no organismo, nutriente vital para a sustentação dos ossos, as conclusões desse novo estudo serão apresentadas na Society for Experimental Biology este mês.
Fonte: R7 Noticias

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Papa Bento XVI faz elogio à terceira idade

Papa Bento XVI faz elogio à terceira idade
O Papa Bento XVI disse hoje a um grupo de idosos romanos que é "lindo ser velho", e que eles ainda têm muito para oferecer à sociedade apesar de suas limitações. O Papa foi até um lar próximo ao Vaticano para marcar o ano de solidariedade aos idosos na Europa.
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O pontífice de 85 anos afirmou que sabe bem das dificuldades que acompanham a idade: ele começou este ano a usar ocasionalmente uma bengala, e diminuiu um pouco o ritmo. Sua saúde, no entanto, permanece robusta e sua agenda, cheia.
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Bento XVI instruiu os residentes do lar a não lembrarem da juventude com tristeza, e sim se alegrarem pela idade que alcançaram. "A qualidade de uma sociedade, de uma civilização, é medida por quão bem ela trata seus idosos", disse o Papa. As informações são da Associated Press.
Fonte: Diário do Grande ABC

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mudança de hábitos previne quedas

Mudança de hábitos previne quedas e garante a saúde na terceira idade

Fisioterapeuta de São Carlos dá orientações para evitar acidentes.
Família deve estar presente nessa fase da vida, segundo psicóloga.Uso de bengala traz mais segurança e firmeza ao caminhar (Foto: Wilson Aiello/EPTV)

Uso de bengala traz mais segurança e firmeza ao caminhar (Foto: Wilson Aiello/EPTV)

Com o avanço da idade o corpo muda e os reflexos diminuem, fazendo com que os idosos fiquem mais vulneráveis às quedas. A mudança de alguns hábitos simples ajuda a prevenir os acidentes e conservar a saúde na terceira idade.

Segundo a professora do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Anielle Takahashi, é preciso estar atento a alguns detalhes que muitas vezes passam despercebidos. “Tem que observar se a sola do chinelo não está muito gasta porque quando isso acontece ele fica deslizando, então é um perigo maior” orientou Anielle.

Ao fazer caminhadas maiores, a recomendação é utilizar calçados fechados ou que possuem alça no calcanhar, além do apoio de uma bengala, que deve ficar na altura do quadril. Também é preciso ter cuidado para não tropeçar em raízes de árvores, calçadas quebradas e buracos. Atravessar nas faixas de pedestres também garante mais segurança.
Solas gastas podem causar escorregões (Foto: Wilson Aiello/EPTV)
Solas gastas podem causar escorregões
(Foto: Wilson Aiello/EPTV)
“Outra coisa importante é sempre estar com a vista em dia, procurar um oftalmologista para enxergar bem o que está acontecendo na rua”, recomendou a fisioterapeuta.

Para os idosos que utilizam transporte público a orientação é usar o corrimão para subir os degraus do veículo. “Todos devem respeitar, então essa questão de ceder a vaga que realmente está reservada para o idoso, ser um pouco mais gentil, porque no final todos nós vamos envelhecer”, disse Anielle.

A psicóloga Elizabeth Joan Barham disse que para se adaptar aos desafios da idade com tranquilidade é preciso cuidar da saúde e procurar atividades que proporcionem bem estar. Segunda ela, a família deve estar presente nessa fase da vida. “Na medida do possível, de manter contato, mesmo que seja a distância por telefone ou métodos mais tecnológicos de acompanhamento, e ter alguém mais por perto que todo dia veja e converse com o idoso sobre suas necessidades”, orientou a psicóloga.
Fonte: Globo.com

domingo, 7 de outubro de 2012

O mercado de trabalho disponível para a terceira idade

Mercado de trabalho paraense tem oportunidades para a terceira idade

Idosos querem continuar trabalhando para aumentar a renda.
Empresas apostam nessas pessoas pela experiência e proatividade

O mercado de trabalho paraense está em alta para a terceira idade. Dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos (Dieese), mostram que experiência e paciência são virtudes que algumas empresas buscam na hora de contratar quem já passou dos 60 anos. Para aumentar a renda, muitos aposentados têm que continuar trabalhando, e já encontram portas abertas.

O gerente de compras Jorge Bastos já estava aposentado quando resolveu voltar ao mercado de trabalho. Recomeçou aos 60 anos, e foi preciso se atualizar. “A tecnologia muda todo dia e eu tive que voltar para a sala de aula outra vez, para aprender a parte técnica de computação”, afirma.

Dos 300 funcionários de um supermercado de Belém, 10% tem mais de 60 anos, dados que comprovam os números do Dieese: até agosto de 2012, das 260 mil pessoas contratadas em todo o estado, 5 mil são idosos. Eles representam 2% dos trabalhadores com carteira assinada.

Mas de acordo, com o Dieese, o número de pessoas com mais de 60 anos que estão no mercado de trabalho pode ser ainda maior. Isso porque muitos desses idosos voltaram a trabalhar sem carteira assinada, apenas para complementar a renda. É o caso da dona Maria, de 62 anos, e do seu José, de 64, que resolveram vender água de coco para complementar a renda.

A situação da Costureira Graça Pereira, que trabalha no shopping, é parecida. Ela tem 61 anos e resolveu se aposentar em 2011, mas como o dinheiro era pouco, voltou ao mercado de trabalho. “O pouquinho nunca é o que dá, porque tudo aumenta, e a gente tem que trabalhar mais”, comenta a costureira.

No setor de alfaiataria onde Graça trabalha, existem outras pessoas na mesma faixa etária dela que trabalham no local. “Nós temos uma dificuldade muito grande de recolocação de funcionários, sobretudo nesse setor. Os mais jovens não querem dar continuidade, e por isso, aumenta a importância desses colaboradores dentro da empresa”, destaca o gerente Pedro Dalton.

Para o empresário Mauro Rodrigues, contratar idosos tem seus benefícios, e o maior deles não está impresso no currículo. “A experiência, o conhecimento do trabalho que eles vão executar, e principalmente, por serem proativos”, comenta Rodrigues. Experiência essa, trazida por Conceição Vasconcelos. A subgerente diz que nem imagina como seria a rotina dela sem o supermercado onde trabalha. “Não foi chance, foi oportunidade, porque aos 40 anos, quando todo mundo está fechando as portas, a minha foi aberta. E eu fico me sentindo imensamente feliz, porque é uma coisa que eu gosto muito de fazer e me sinto realizada”, completa Conceição.
Fonte: G1 Pará

Brasil - Preços para Terceira Idade tendem a subir

Preços para Terceira Idade tendem a subir

Obras e grandes eventos dos próximos anos no país vão impactar na inflação dos idosos

Rio - Grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, aliados a investimentos em obras como as do Porto Maravilha atrairão milhares de turistas para o Rio e para o país nos próximos anos. Com isso, os preços de restaurantes, roupas, hotéis, cinemas, teatro, transportes e imóveis tendem a subir, impactando diretamente nos gastos da população carioca, em especial de aposentados e pensionistas do INSS que moram na cidade. Na avaliação de Marco Aurélio Cabral, economista do Ibmec, inflações setorizadas serão as responsáveis pelo aumento do custo de vida para o pessoal da Terceira Idade.
“Esse segmento da população deve sentir o impacto na renda. Setores de alimentação, vestuários e de diversão tendem a ficar mais caros”, afirma o economista.
Foto: ABr
Foto: ABr
Cloviomar Caranine, economista e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Rio, afirma que os aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo (R$ 622) tende a sentir mais a sensação de alta dos custos.

“Quem recebe mais que o piso previdenciário vem tendo a reposição da inflação, enquanto o pessoal que ganha o mínimo vem recebendo aumentos reais devido à política de valorização do piso nacional”, analisa.
 
Marco Aurélio Cabral do Ibmec ressalta, no entanto, que o aposentado deve aproveitar o momento e criar alternativas. “O carioca deve redescobrir a cidade. Buscar locais que não estarão tão caros com a chegada de turistas. Pode até tentar ganhar um dinheiro extra, prestando serviços, cozinhando para fora, trabalhando em agências de turismo”, aconselha o economista.
Fonte: O Dia

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Terceira idade aproveita oportunidade para montar negócio próprio no país

No Brasil, já há 56,92 mil empreendedores individuais com mais de 60 anos e em Minas eles somam 5,86 mil pessoas que montaram a própria empresa depois da aposentadoria

O sonho não tem idade e não poupa esforços. Começar de novo com o próprio negócio depois da aposentadoria significou uma retomada de vida para a costureira Consuelita da Consolação Gomes Souza, de 76 anos. Ela é hoje proprietária de pequena loja de roupas e acessórios femininos no Bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte. Os modelos vendidos na Lilita Modas (apelido que a família, amigos e clientes deram à costureira) são confeccionados com muita paixão pela própria Consuelita. Antes de sentar na máquina de costura, ela busca inspiração em programas de moda na televisão e nos seus dons da infância, aprendidos com a mãe, Efigênia da Conceição Gomes.

Lilita era costureira na juventude e voltou ao mercado formal depois de ficar muitos anos afastada para cuidar da família. No início, a ideia de ter o negócio próprio surgiu da necessidade de complementar a renda da aposentadoria de apenas um salário mínimo pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas a costureira ficou surpreendida ao perceber como a volta ao trabalho fez bem para o seu bem-estar. “Sinto-me feliz de trabalhar e alegrar o cliente. Tenho filhos, marido e a loja. Agora, só falta dinheiro para colocar todos os produtos que quero lá dentro”, afirma.
O projeto de montar a loja surgiu depois que o marido teve um acidente e quebrou a perna. Ficou quatro anos em tratamento. “Eu estava morta, mas o trabalho me fez retomar as rédeas da vida. À frente do meu negócio, tenho vontade de viver. Quando você atende a clientela, está sempre conhecendo pessoas novas. Cada uma delas tem um espírito e isso nos incentiva”, observa.

A costureira se une aos 56,92 mil empreendedores individuais do Brasil com mais de 60 anos, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em Minas Gerais, são 5,86 mil que arregaçaram as mangas e foram em busca do próprio negócio e hoje ajudam a rodar a economia do país, como mostra a série que teve início ontem no Estado de Minas. O motivo? Ricardo Pereira, gerente regional da Unidade de Educação e Empreendedorismo do Sebrae, define algumas das características principais dos empresários de maior idade: a busca de um sonho, muitas vezes adiado pela segurança do emprego na juventude; a necessidade de formalizar o negócio ou de dar continuidade à atividade realizada no passado. “O empreendedorismo pode ocorrer em qualquer idade. O que difere é a atitude. A pessoa passa a ter direitos que antes não tinha, como a contribuição à aposentadoria”, afirma.

Em seu empório, o engenheiro mecânico Renato Bessa trabalha muito, não tem férias mas nem vê o tempo passar (JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS)
Em seu empório, o engenheiro mecânico Renato Bessa trabalha muito, não tem férias mas nem vê o tempo passar

O Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), a emissão de nota fiscal e mais chances de buscar crédito no mercado são vantagens apontadas por Lilita no negócio próprio. O caderno de anotação das compras fiadas das freguesas, adotado na juventude quando era costureira, foi substituído pela máquina de cartão de crédito. “Melhor mesmo seria o dinheiro vivo, mas está escasso no mercado. Essa maquininha ajuda, mas demoramos a receber. E se vendemos uma blusa por R$ 50, o valor que vai ser pago não é esse, pois tem o desconto”, afirma Lilita.

Negócio na web

No trabalho da loja, ela conta com a ajuda da filha, Cláudia Souza. A fabricação das roupas é feita durante a noite, depois do horário do expediente, e nos fins de semana. Além da rotina puxada de trabalho (que muitas vezes vai de segunda a segunda, até as 2h), Lilita conta que enfrenta alguns desafios. “Falta capital de giro para comprar tecido e fazer estoque. O crédito que surge para a agente tem juros três vezes maior do que o valor que ganho”, diz.

O negócio de Lilita vai além da loja física. Por meio do site http://blusashorrara.webstorelw.com.br ela divulga e comercializa suas roupas. Ela conta que já vendeu para o Brasil. Já teve clientes do Espírito Santo, da Bahia e de São Paulo. “Estou muito feliz no meu negócio. Quando a pessoa veste a roupa dentro da loja e serve, ela dá até pulos. É muita alegria ver isso”, afirma a nova empresária.


O pintor Adenir dos Santos deixou de ser autônomo há quatro meses e partiu para a formalização da empresa (JACKSON ROMANELLI/EM/D.A PRESS)
O pintor Adenir dos Santos deixou de ser autônomo há quatro meses e partiu para a formalização da empresa

Sonhos realizados
Há três anos, o pequeno empresário Renato Bessa, de 66 anos, não sabe o que são férias. Quando quer descansar, emenda um ou outro dia de folga com o fim de semana e faz uma viagem com a mulher. Ao longo do ano, sua rotina é de muito trabalho desde que montou a Sabores do interior, no Alto Caiçara. O pequeno negócio funciona como empório de queijos, doces, biscoitos, temperos, pimenta e quitutes do interior.
O projeto do próprio negócio de Bessa, que era engenheiro mecânico, é antigo. O sonho foi realizado e trouxe junto muito trabalho. Bessa é o faz-tudo do negócio. Limpa, arruma, negocia e vende. A loja é aberta todos os dias, inclusive nos sábados, domingos e feriados. “Mas estou acostumado com o trabalho, nem vejo o tempo passar. Não me importo de ter poucos dias de férias”, diz.

Bessa é aposentado e recebe um salário de renda. Com o faturmento da Sabores do interior, ele consegue ganhar mais o dobro do valor da aposentadoria e complementar o rendimento. “Mesmo se eu tivesse renda suficiente, continuaria a trabalhar. É uma forma de dar exemplo à juventude, filhos e netos. Sinto-me bem e valorizo as coisas que tenho. Trabalho é motivo de satisfação para mim”, diz. Ele conta que com o empório consegue divulgar e vender também alguns produtos de sua terra natal, Itambacuri, a 430 quilômetros de Belo Horizonte. “Gosto de trazer novidades e valorizar o trabalho do pessoal do interior. Vendo queijo frescal, manteiga, doce de leite e biscoito de nata de lá”, diz.

A experiência profissional costuma pesar a favor do empreendedor de mais idade, avalia Pereira, do Sebrae. “A experiência não precisa ser específica. A pessoa que atuou na área financeira, por exemplo, pode contribuir muito na operação de uma padaria, por exemplo”, observa. Outra vantagem, diz, é o fato de a pessoa mais velha buscar mais a oportunidade do que a necessidade. “Ela tem mais tempo para planejar e buscar a informação. O projeto é feito com uma visão mais duradoura, pois não precisa de resultado no curto prazo. O resultado pode vir como consequência e não busca imediata”, afirma.

Com CNPJ

O pintor Adenir dos Santos, de 64, deixou de ser autônomo há quatro meses. Ele passou a ter a empresa própria, com CNPJ, emissão de nota fiscal e mais chances de buscar crédito no mercado. Santos sempre buscou contribuir com o INSS como autônomo, mas a aposentadoria não chegou. Ele já vendeu lanches, trabalhou na lavoura, como pintor, pedreiro e encarregado. “E pretendo continuar a trabalhar depois que me aposentar. Trabalho faz parte da vida. Ajuda na saúde e na parte financeira”, diz. Adenir revela que a empresa o ajudou a emitir nota fiscal pelo serviço e pagar valor menor de INSS (como empreendedor paga R$ 36,10 e como autônomo seriam R$ 100).

O volume de empreendedores com mais idade acompanha a tendência de mercado no Brasil, segundo Pereira. Na Grande Belo Horizonte, a População Economicamente Ativa (PEA) com 60 anos ou mais praticamente dobrou de 1996 a 2011. O número passou de 52 mil para 113 mil pessoas, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (Ped), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação João Pinheiro (FJP). “Não fomos treinados para ter o negócio próprio no Brasil. Mas o momento econômico é favorável para as empresas prosperarem”, avalia Pereira.
Fonte: em,com,br (GC com Marinella Castro)

No Dia Internacional da Terceira Idade, conheça o perfil do "novo idoso" brasileiro


Sebastião entrou na universidade e atua como advogado. Thereza e Ana descobriram o prazer de viajar. Margarida encontrou uma nova atividade em terras estrangeiras. Esse grupo de brasileiros com mais de 60 anos representa uma parcela crescente na população: idosos que vivem de forma ativa e fazendo planos. E esta segunda-feira, 1º de outubro, é uma data especial, pois marca o Dia Internacional da Terceira Idade, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1990.

O Brasil tem cada vez mais motivos para comemorar a data: o país conta com mais de 20 milhões de pessoas acima de 60 anos, segundo dados do último Censo, realizado em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2000, esse número não chegava a 15 milhões, um aumento significativo para um espaço de 10 anos.

Número de idosos no Brasil

Idade Ano 2000 Ano 2010
60 a 64 anos 4.600.929 6.509.120
65 a 69 anos 3.581.106 4.840.810
70 a 74 anos 2.742.302 3.741.636
75 a 79 anos 1.779.587 2.563.447
80 a 89 anos 1.570.905 2.486.455
90 a 99 anos 236.624 424.893
100 anos ou mais 24.576 24.236
Total 14.536.029 20.590.597
  • Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010

As principais razões para esse crescimento na população idosa brasileira são os avanços da medicina e o seu alcance, a maior preocupação com a qualidade de vida e o aumento da expectativa de vida.

Tudo isso gera uma mudança no perfil da terceira idade, que está cada dia mais ativa, cuidando da saúde e fazendo planos para o futuro.

De acordo com Luciana Cassimiro, psicóloga do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) e que desde 1994 atua com a terceira idade, a mudança no perfil do idoso vem acontecendo ao longo do tempo. “Essas pessoas nem se imaginavam chegando aos 60 ou 70 anos porque seus pais faleceram antes dessa idade, então tiveram que acompanhar as transformações da sociedade”, explica Luciana. “Eles se tornaram mais ativos e flexíveis para lidar com este período curto e rápido de mudanças, passaram da máquina de datilografia para o computador”, completa.

Toda essa necessidade de adaptação tem feito com que os idosos, após a aposentadoria, passem a fazer mais planos para o futuro, realizando aquilo que na juventude parecia impossível, como estudar, viajar ou trabalhar em uma área completamente diferente.

“Esta adaptação dos idosos a uma nova realidade não é fácil, pois eles podem sofrer muito”, conta Luciana. A aposentadoria, por exemplo, se não for planejada, pode trazer um sentimento de inutilidade à pessoa, que de uma hora para outra sente ter perdido o seu papel na sociedade.

Esse não foi o caso de Sebastião, Thereza, Ana e Margarida, citados no início da reportagem. Eles encontraram na terceira idade novas formas de aproveitar a vida e mostram que sempre é tempo de aprender. Conheça a seguir suas histórias.

Trabalhando após a aposentadoria
“No dia da colação de grau fiquei muito emocionado quando chamaram meu nome”, conta Sebastião Gerônimo de Souza, morador da cidade de Campinas, interior de São Paulo. “Desde o tempo de escola eu tinha a vontade de estudar, mas não estudei porque naquele tempo tudo era mais difícil, só as pessoas abastadas conseguiam ir além do 4° ano”, diz. Trabalhando como motorista de ônibus e caminhão, Sebastião relata que, quando transportava estudantes e via os seus livros, pensava em um dia voltar para a escola.

O Brasil está envelhecendo

Embora o país ainda seja majoritariamente formado por jovens, esse quadro deve mudar radicalmente em 40 anos. Atualmente o Brasil ocupa o 79º lugar no ranking de países com maior população acima de 60 anos (considerando a proporção de idosos em relação ao número total de habitantes). Porém, segundo projeção do Banco Mundial divulgada em 2011, o percentual de idosos no Brasil vai triplicar até 2050, chegando a 29,7% da população. Isso significa que, em 2050, o Brasil terá, proporcionalmente, a mesma população idosa que hoje tem o Japão, país que ocupa a primeira posição no ranking*:

Posição

País

Percentual de idosos
Japão 29,7%
Itália 26,4%
Alemanha 25,7%
Suécia 24,7%
Bulgária 24,2%
79ªBrasil 9,9%
  • * Ranking do percentual de idosos em relação à população total de cada país (fonte: ONU, levantamento de 2009)

Foi exatamente o que ele fez. Escolheu um curso supletivo e concluiu com muita luta o ensino fundamental e o médio. Estudava à noite e trabalhava durante o dia. Uma das filhas estudava com ele quando sentia dificuldades com as tarefas.

Hoje com 80 anos, trabalhando ativamente como advogado cível e trabalhista, ele relembra como foi que decidiu, depois de aposentado, fazer uma graduação em Direito. “Prestei o primeiro vestibular e não passei, mas não desisti e na segunda tentativa passei na primeira chamada”, afirma Sebastião.

Não foi fácil para ele chegar até a formatura, já que precisou interromper os estudos no 2° ano porque as mensalidades pesaram no orçamento. Voltou para o mercado de trabalho e, com a ajuda do novo chefe, voltou para a faculdade com tudo pago, o que ajudou Sebastião a realizar seu sonho.

Chamado carinhosamente de “Sebas” pelos colegas de faculdade, de quem recebia muito apoio, ele conta que muitos conhecidos achavam que ele não devia investir tanto em uma graduação naquela idade. “Mas eu aconselho que quem quiser estudar, que vá sem medo”, conclui, animado.

Sebastião, aos 80 anos, faz parte do novo perfil do idoso, comprovado pelos números divulgados pelo Ministério do Trabalho. No último ano, aumentou em 11,45% a quantidade de pessoas acima de 65 anos no mercado formal. Foram 402.753 idosos trabalhando com carteira assinada em 2011, contra 361.387 em 2010.

A amizade deixa a vida melhor
Thereza Augusta Gotardi Albani, de 72 anos, e Ana dos Santos, de 65, nutrem uma amizade que começou há 44 anos como uma relação profissional. Ana trabalhava na casa de Thereza, ajudando a cuidar da casa e dos três filhos, e hoje já faz parte da família.

“A Ana tem um alto astral e vai durar até os 110 anos!”, diverte-se Thereza. As duas caminham juntas quase todos os dias, vão juntas aos médicos e fazem exames regulares para cuidar da saúde.

Mas enquanto Thereza frequenta a academia há sete anos para fazer hidroterapia, Ana prefere assistir à televisão.

Bastante ativas, as amigas de Santos, litoral de São Paulo, também aproveitam a nova fase da vida para viajar e conhecer lugares como Buenos Aires, Gramado, Viçosa e Rio de Janeiro. “Nós não estamos dando conta do calendário, temos rodinhas nos pés”, diz Thereza.

Para matar as saudades dos filhos que vivem em outras cidades, Thereza decidiu aprender a usar o computador depois de ter ficado viúva. “Antes eu só sabia pôr na tomada. Enquanto o meu marido estava vivo, eu nunca me interessei”, confessa. Hoje ela usa o Skype todas as manhãs para manter contato com a família e tem até perfil no Facebook.

Trabalho voluntário no Canadá
Era para ser apenas uma viagem ao Canadá para visitar a filha que fazia intercâmbio em Montreal, mas Margarida Tomico Nakaharada Kokubo, hoje com 64 anos, logo arranjou uma atividade quando descobriu que a filha teria compromissos por duas semanas seguidas e não poderia passear pela cidade com ela.
  • Arquivo pessoal Margarida Tomico Nakaharada Kokubo, 64 anos, durante viagem ao Canadá

“Em São Paulo eu sempre procuro comprar produtos orgânicos e descobri que no Canadá existe um programa de trabalho voluntário em fazendas de orgânicos. Escolhi uma fazenda de ervas medicinais e outra que produzia pão e plantava cogumelos. Foi muito legal!”, conta ela, que admite ter vontade de repetir a experiência em fazendas na Europa.

Por duas semanas, mesmo sem falar muito bem o idioma, Margarida conheceu pessoas de muitas partes do mundo, fez amizades e aprendeu bastante com o trabalho voluntário do Programa WWOOF (World Wide Opportunities on Organic Farms), presente nos cinco continentes.
Como gosta muito de livros, Margarida, mesmo depois de aposentada, decidiu continuar estudando.

Já fez cursos de pós-graduação em Ayurveda, uma ciência indiana que estuda a vida e a longevidade, e agora estuda Biopsicologia, e pensa em prestar vestibular mais uma vez para estudar Educomunicação.

“Eu me sinto privilegiada de poder fazer essas coisas. Minha mãe, na época dela, foi uma guerreira, mas ela casou com 17 anos e não pôde estudar porque trabalhou desde muito cedo”, conta Margarida. “Muita gente me pergunta: pra que tudo isso? Mas eu gosto de estudar e ainda quero aprender”, conclui.
Fonte: BOL Noticias

Comemoração do dia do idoso

‘Dia do Idoso’ é comemorado com eventos culturais no Cejube

‘Dia do Idoso’ é comemorado com eventos culturais no Cejube
Cerca de 750 pessoas participaram nesta segunda-feira (1º) das comemorações alusivas ao ‘Dia Nacional do Idoso’ realizado no Centro de Atividades Padre Juarez Benício (Cejube), localizado no bairro Colinas do Sul em João Pessoa. As atividades aconteceram pela manhã e a tarde, com apresentações culturais, dança e intervalo para almoço e lanche.

Os convidados, em sua maioria integrantes de grupos da terceira idade, foram saudados no início da manhã com a apresentação da banda da Escola Antenor Navarro. Em seguida, o coral “Fios de Prata”, do Centro de Convivência do Idoso (CCI) e o grupo do projeto Prima, formado por crianças contribuíram para abrilhantar o evento.

Entre os grupos da terceira idade estavam os do Centro Social Urbano (CSU) de João Pessoa, de Sapé, além de pessoas do Núcleo de Acolhida Especial (NAE). Também participaram da atividade os idosos que vivem nas Instituições de Longa Permanência (Ilpis) da Vila Viscentina, Aspan, Lar da Providência e Manain.

Descontração – Quem participa de atividades em grupos da terceira idade lamenta pelos idosos que não tem acesso ou não querem participar de eventos festivos. Dona Marlene Gomes, do grupo de aposentados e pensionistas da PBprev, falou sobre esses casos. “Acho muito bom a gente ter um espaço destinado para as nossas atividades, para a gente desabafar, conversar. Não é fácil chegar aos 68 anos sem ajuda. Precisamos destes momentos”, disse a aposentada.

Outro idoso que aproveitou foi ‘seu’ José Fidelis, que vive no Lar da Providência, no bairro dos Estados. “Estou muito feliz em participar desta festa”, disse ele que estava com mais 18 idosos da Instituição.

Idosos têm prioridade – A titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), Aparecida Ramos, prestigiou o evento e frisou que além de promover o lazer para as pessoas com 60 anos ou mais é meta do Governo do Estado oferecer melhores condições de vida para estas pessoas. Ela destacou o projeto de habitação ‘Cidade Madura’ que está em fase de licitação, em que será construído condomínio totalmente adequado para idosos, com posto de saúde, pista para caminhada e acessibilidade.

A secretária falou também das atividades que os idosos realizam durante todo o ano nos grupos da terceira idade com oficinas que funcionam nos Centros Sociais Urbanos (CSUs), mantidos pela Sedh. Outro local que tem grupos de idosos é o Centro de Convivência do Idoso (CCI), localizado no Castelo Branco, que atende a mais de 70 pessoas com 60 anos ou mais.

“É uma preocupação do Governo do Estado em oferecer qualidade de vida a pessoa idosa com atividades nos grupos da terceira idade. Também há uma preocupação com aqueles que vivem institucionalizados nas Instituições de longa Permanência, em que procuramos estar sempre juntos”.
Fonte: pbagora

Confira mitos e verdades sobre a terceira idade

Confira mitos e verdades sobre a terceira idade
 Foto: Getty Images Para envelhecer com qualidade, é essencial manter a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação 
 
Não adianta negar, todo mundo vai envelhecer. O processo, que começa perto dos 30 anos com a queda da capacidade pulmonar e cardíaca máxima e com a diminuição na produção de colágeno, é inevitável. Saiba mais sobre os mitos e verdades que acontecem com o corpo quando você alcança a casa dos 60.

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Quando ficamos velhos, ficamos mais esquecidos
Mito. “Quando falamos de envelhecimento, temos alterações em todos os sistemas orgânicos. Do ponto de vista neurológico, existem modificações sim, porém, nem sempre elas comprometem a função cerebral do indivíduo”, explica Roberto Dischinger Miranda, geriatra e cardiologista do Instituto Longevità, de São Paulo. Algumas mudanças no estilo de vida fazem com que o idoso fique menos atento ou participativo. As pessoas mais jovens estão mais ligadas aos fatos que acontecem ao seu redor. À medida que a pessoa fica mais tranquila, tende a diminuir o poder de assimilação dos fatos. “A nossa memória está relacionada à atenção. Pelo próprio estilo de vida que levamos, implica em menor registro, menor foco de memória. Nem sempre lapsos de memória sinalizam doença”, explica o médico. Para evitar que eles apareçam, invista em atividades prazerosas para evitar que o cérebro fique acomodado. Aprender uma nova língua, um instrumento musical ou até mesmo usar o computador pode ser uma ótima maneira de estimular o funcionamento cerebral.

Quando ficamos mais velhos precisamos nos exercitar menos
Verdade. As alterações no organismo próprias do envelhecimento começam aos 30 anos e com elas vem a diminuição das capacidades pulmonar e cardíaca máximas. A repercussão dessas mudanças na vida cotidiana é pequena, porém, a queda de desempenho pode ser facilmente sentida durante os exercícios físicos. “Os exercícios devem ter uma intensidade diferente daquele praticado quando a pessoa era jovem. Mas, em qualquer idade, a atividade física é importante. E a performance ao se exercitar dependerá de cada um, é uma capacidade individual”, comenta o geriatra.

As dores são inevitáveis, principalmente as causadas pela artrite
Mito. Osteoartrose é uma das doenças mais comuns no envelhecimento e provoca dor. “Apesar das dores ocasionadas pela degeneração da cartilagem serem consideras comuns, não podemos considerá-las normais. O paciente deve ir ao médico para fazer um tratamento, fisioterapia e controlar o peso”, explica o médico.

O desejo sexual diminui com a idade
Verdade. Segundo Roberto Dischinger Miranda, o desejo sexual tende a diminuir com a idade, por ser próprio do envelhecimento humano. Nas mulheres, a menopausa faz com que a lubrificação diminua, o que causa dores durante a penetração. No homem, é comum a disfunção erétil. Porém, muitas vezes isso não impede a vida sexual do casal. É importante que os dois estejam bem com a prática, seja uma vez ao dia ou uma vez ao mês.

Acima de 60 anos devo procurar um geriatra
Mito. O geriatra é nada menos que um médico generalista com especialização em doenças mais comuns da terceira idade. Como o processo de envelhecimento começa quando somos jovens, é possível ir ao geriatra para acompanhar o avanço da idade, de maneira preventiva. “Não há nada que impeça a pessoa de envelhecer, o importante é manter a capacidade funcional, motora, física e mental”, explica o médico.

Pessoas com mais de 60 anos sentem menos sede
Mito. A estrutura fisiológica em si não causa essa alteração. “Muitas vezes, o que acontece é que o idoso perde bastante água por um quadro de incontinência urinária ou devido aos remédios diuréticos. Com isso, eles tendem a diminuir a ingestão de água – conscientemente ou não”, diz a nutricionista especializada em gerontologia Maristela Strufaldi. O quadro pode levar à desidratação, tontura, problemas intestinais e prejudicar a pele. “Por mais que o corpo não exija, deve-se tomar a mesma quantidade de água que antes”, defende Maristela.

Os idosos sentem menos sono
Mito. Algumas teorias defendem que o que acontece na verdade é uma mudança na arquitetura do sono. “Muitas vezes, o idoso tem a sensação de que dorme menos ou de que não dormiu bem. Mas nem sempre isso é real”, comenta Miranda. Quando a atividade do corpo é menor durante o dia, é natural que as horas de sono diminuam. Porém, nem sempre é preciso tratar com medicamentos. Primeiramente, é preciso investigar as causas dessa mudança e, se possível, tratá-las.

O paladar muda com a chegada da idade
Verdade. Assim como os outros músculos, as papilas gustativas, que ficam na língua, tendem a atrofiar. Isso influencia na percepção do paladar. “Para compensar essa perda, os idosos tendem a buscar alimentos ora muito doces, ora muito salgados”, elucida Maristela.

Os músculos desaparecem com o passar do tempo
Verdade. Segundo a nutricionista, a queda funcional do corpo faz com que aumente a quantidade de gordura, diminua a quantidade de massa magra e ocasione a queda no colágeno. O quadro, normal com o envelhecimento, acontece devido à morte celular e à atrofia muscular. O problema pode ser levemente corrigido com atividade física e alimentação balanceada.

Existem doenças consideradas normais na 3ª idade (diabetes, hipertensão)
Mito. Tudo que é considerado doença não pode ser chamado de normal. Pressão alta, diabetes, catarata são comuns, porém, jamais devem ser consideradas normais, uma vez que comprometem a vida do indivíduo. “O ideal é envelhecer com saúde e bem-estar”, completa o geriatra.
Fonte: Terra

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O cheiro da idade: os idosos realmente exalam odor particular

Estudo sugere que pessoas mais velhas tem cheiro específico, mas não necessariamente desagradável.

 
(Fonte da imagem: Thinkstock)

Um novo estudo, conduzido por pesquisadores do Monell Chemical Senses Center, nos Estados Unidos, sugere que pessoas mais velhas, de fato, exalam um odor particular. De acordo com o pessoal do Scientific American, o cheiro pode ser facilmente detectado, mas não se trata, necessariamente, de um odor desagradável.

Durante os experimentos, a equipe de pesquisadores dividiu um grupo de 44 participantes em três grupos: um formado por pessoas mais jovens (entre 20 e 30 anos de idade), um segundo composto por indivíduos de meia idade (entre 45 e 55 anos), e um terceiro, com participantes idosos (com idades entre 75 e 95 anos).

Teste de aromas

Os pesquisadores solicitaram que os voluntários evitassem alimentos ricos em especiarias, cigarro, bebidas alcoólicas e usassem produtos de higiene pessoal sem aroma, tudo como forma de não interferir com o cheiro corporal de cada um. Os participantes, então, dormiram durante 5 noites consecutivas vestindo uma camiseta que contava com um material absorvente preso às axilas.

Passado esse período, os pesquisadores removeram o material das camisetas e pediram que um novo grupo de voluntários, composto por homens e mulheres jovens, cheirasse os materiais com os olhos vendados. Os participantes da segunda fase deviam avaliar o aroma como agradável ou não, e se pertencia a uma pessoa mais velha ou mais jovem.

Resultados surpreendentes

Com base nas avaliações, os pesquisadores descobriram que o aroma de pessoas mais velhas foi classificado como sendo menos intenso e desagradável do que o cheiro exalado por pessoas jovens ou de meia idade.

O cheiro corporal mais intenso e desagradável foi atribuído aos homens de meia idade, enquanto que as mulheres dessa mesma faixa etária foram classificadas como as que exalaram o aroma mais agradável. Os idosos do sexo masculino foram classificados como os que apresentavam os cheiros menos intensos.

Além disso, de um modo geral, o aroma mais facilmente identificável foi o das pessoas idosas, sendo, inclusive, reconhecido instantaneamente por alguns dos voluntários. De acordo com os pesquisadores, o estudo prova que, embora os idosos realmente tenham um cheirinho particular, este não é nem melhor ou pior que o aroma exalado por outros grupos etários. Apenas característico.
Fontes: PLoS One e Scientific American


Roupa possibilita experimentar os sintomas da terceira idade

Projeto alemão busca sensibilizar jovens médicos quanto ao estilo de vida dos pacientes idosos.

Experimento dificulta a execução de tarefas simples do dia a dia (Fonte da imagem: Reprodução/AgeMan)

Protetores de orelhas que atrapalham a audição, uma viseira amarela que ofusca a visão, almofadas que endurecem as juntas (como joelhos e cotovelos), um casaco pressionando o peito e luvas acolchoadas. Basicamente, esses são os componentes que fazem parte da “Age Man Suit” — uma roupa especial que fornece a experiência de como é se sentir velho.

A “Age Man Suit” pesa cerca de 10 quilos e tem sido feita sob medida para simular as consequências físicas da velhice. O experimento foi desenvolvido por cientistas alemães e pretende ser uma conexão entre os futuros médicos e os pacientes idosos do país.

Rachel Eckardt — médica sênior do Centro Evangélico de Geriatria de Berlim que está diretamente envolvida no projeto — acredita que esse macacão especial é capaz de mostrar a jovens cheios de energia as reais sensações de lentidão e dificuldades motoras encontradas por idosos e, assim, sensibilizar as novas gerações de médicos quanto às necessidades da população com mais idade.
Fonte: The Guardian


Montadoras testam equipamentos para apoiar os motoristas da terceira idade

Montadoras testam equipamentos para apoiar os motoristas da terceira idade

POR Pedro Cuadrat
Rio - O crescimento do número de idosos no mundo se dá maneira exponencial. De acordo com estimativas do IBGE serão cerca de 33 milhões de pessoas acima de 60 anos no Brasil em 2025. Projeções feitas pela Ford mostram que na Europa o percentual da população com mais de 65 anos cresceu de 13,9% em 1990 para 17,2% em 2009 e a previsão é de que alcance 30% em 2060. Nos EUA, a idade média dos habitantes era de 35,2 anos em 1990 e deverá ser de 47,9 anos em 2060.
Foto: Divulgação
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Cientes disso, fabricantes de automóveis estão desenvolvendo tecnologias que simulam as limitações motoras e visuais e os riscos de ataque cardíaco — que intimidam e tiram parte deste grande público das ruas.
Este é o caso da Ford, cujo Centro de Pesquisa e Engenharia Avançada, em Aachen (Alemanha) desenvolveu 'trajes de terceira idade' como o colete que restringe os movimentos do tórax, as órteses que simulam o endurecimento das juntas dos joelhos e do cotovelo e o colar que impede o motorista de girar a cabeça para os lados. Há também luvas (látex para reduzir a sensibilidade ao toque, comum em diabéticos), tampões de orelha para simular a perda gradativa da audição e óculos para simular glaucoma e catarata.
O fabricante americano também desenvolve os interiores dos automóveis com o uso do CAVE (Cave Automatic Virtual Environment), ambiente virtual que colabora para a criação de layouts amigáveis ao público da terceira idade, além de banco do motorista com sensores que monitora os impulsos elétricos do coração, informa e alerta o motorista sobre riscos de ataque cardíaco.
Expectativa de vida elevada estimula a indústria
A preocupação com os consumidores da terceira idade não é exclusiva da marca do oval azul. Outros fabricantes mundiais também se preocupam com a redução de mobilidade, da capacidade cognitiva, da visão, assim como os riscos de passar mal ao volante por conta de diabetes e riscos de ataque cardíaco.

A Nissan também criou uma roupa especial, um sapato com salto na parte da frente (que prejudica a movimentação de articulações como joelhos, calcanhares e cotovelos), além de óculos que simulam catarata e problemas para distinguir cores e um cinto (que dificulta o movimento de entrada e saída do automóvel).
Fonte: O Dia

domingo, 15 de julho de 2012

MS tem 11 candidatos com mais de 79 anos na disputa eleitoral

MS tem 11 candidatos com mais de 79 anos na disputa eleitoral


     

A população da terceira idade aumenta no Brasil, mas também a vontade dos mesmos em continuar a trabalhar e a tentar representar o segmento e povo no geral, por meio da política partidária e cargos nos poderes constituídos. No Mato Grosso do Sul não é diferente, onde se totaliza que 11 cidadãos concorrentes no processo eleitoral municipal deste ano, são de candidatos com mais de 79 anos.

O percentual é revelador, apesar de “em vistas” ser considerado pequeno, pois corresponde a 0,1% de um universo de 6,3 mil pedidos de candidaturas registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para processo no Estado.

A maioria dos candidatos tem idade entre 45 e 59 anos, seguindo média nacional. Essa faixa etária representa 41% dos candidatos, seguida pela faixa etária entre 35 e 44 anos, que corresponde a 31% com 1.970 registros de candidaturas.
Fonte: Capitalnews.com.br

terça-feira, 10 de julho de 2012

Quedas e lesões em pessoas da terceira idade são consideradas problemas de saúde pública

Um projeto apresentado pela Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina apontou que 30% a 60% da população com mais de 65 anos cai anualmente e metade apresenta quedas múltiplas.

Segundo a pesquisa, dentre os fatores de risco estão problemas relacionados à idade, como condição clínica em que o paciente se encontra, bem como os efeitos que alguns remédios causam, a falta de equilíbrio, o trauma de uma antiga queda, a diminuição da pressão arterial e a deficiência visual.

Clóvis Cechinel, geriatra do Laboratório Frischmann Aisengart, explica que as quedas e as lesões em pessoas da terceira idade são consideradas problemas de saúde pública e de grande impacto social, mas podem ser reduzidas com alguns cuidados. “A implementação de um programa de exercícios físicos, que os ajude a melhorar a força muscular e o equilíbrio, com a supervisão individual de profissionais capacitados, pode ser uma atitude preventiva contra as quedas”, afirma.

Fazer algumas mudanças no ambiente em que o idoso vive também é uma ação benéfica, segundo o médico. “Evitar degraus, colocar utensílios em locais de fácil alcance, ter a altura da cama apropriada para que se mantenham os pés no chão quando estiverem sentados, além de ter corrimãos em escadas e banheiros, evitar tapetes e pisos escorregadios podem ser soluções que evitarão uma futura queda”, afirma.

De acordo com o especialista, o ato de cair pode gerar, além de problemas físicos, traumas e medos. “Muitas vezes eles passam a ter medo de andar e isso leva à redução da vontade de realizar as atividades cotidianas, o que piora o caso e induz, também, à depressão”, conta. Por isso, para Cechinel, acompanhá-los de perto e tomar os devidos cuidados para evitar que ocorra algo mais grave são ações fundamentais para a saúde dos mais velhos.
Fonte: Paran@shop