segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Chama do amor acesa na terceira idade

 Chama do amor acesa na terceira idade
Após namoro em asilo, idosos se casam no São Vicente de Paulo

As mulheres solteiras, que têm o receio de “ficar para titia” não precisam se preocupar com a sua idade e podem confiar numa fórmula antiga, porém infalível: Pegar o buquê da noiva. Isso é o que garante a Dona Maria da Silva, de 71 anos. Há quatro anos ela atendeu aos insistentes apelos de amigos e familiares, foi para a disputa, e agarrou o buquê arremessado no casamento de um sobrinho, e neste sábado, com direito a vestido branco com véu e grinalda, casou com Afonso Costa, de 77 anos.

A cerimônia foi realizada no Asilo São Vicente de Paulo, local onde o casal se conheceu há pouco mais de um ano. Após a morte da sua segunda esposa, com quem morava no asilo, a amizade de Afonso por Mariazinha foi se transformando em paixão e meses depois começou o namoro. “Hoje não é só paixão, é amor”, ressalta a noiva que era só sorrisos durante toda a cerimônia, e que só derramou algumas lágrimas quando a sua história de vida foi relatada pelo seu irmão, o qual a conduziu ao altar. “Ela passou por alguns problemas de saúde quando era mais jovem. Depois dedicou sua vida a cuidar dos nossos pais. Estamos muito felizes com essa sua nova vida”, conta Pedro da Silva.  

Diferente de Maria, que só teve “namoricos” e mesmo assim se sentiu a vontade em sua primeira vez no altar, Afonso trocou alianças pela terceira vez neste sábado, e mesmo assim permaneceu sério e até um pouco tenso na maior parte da celebração. “Estava só um pouquinho nervoso. Mas era por causa do calor, estava muito quente”, justifica o noivo.

Após as juras de amor e a troca de alianças, o casal deu o tradicional beijo que empolgou os presentes no casamento. Na sequência, após o término da cerimônia, deixaram a capela do asilo, e foram em direção ao salão de festa. No entanto, antes receberam a tradicional chuva de arroz, cortaram o bolo, fizeram pose para o brinde com as taças, e foram dançar a primeira valsa como marido e mulher.

“Foi muito emocionante. Chorei a maior parte do tempo. Mas estou muito feliz”, conta a amiga da noiva, Vanilda Pacheco Lodetti, de 71 anos, que diferente de Mariazinha não tem a intenção de casar. “Sou viúva há mais de 40 anos, não quero mais casar não”, garante.     

Após a festa, com direito a coquetel e música ao vivo, e que reuniu dezenas de pessoas no Asilo São Vicente de Paulo, o casal foi morar na casa de Mariazinha, no bairro Aurora, em Içara.  

Para realizar o casamento dos sonhos de Mariazinha, a direção do asilo contou com o apoio de vários colaboradores: Mary Pani, Bistek, Dra. Cláudia Helvany, Salão Stylos (Rosi/Ivete), além de funcionários, amigos e familiares da noiva. 


Fonte: Engeplus telecom

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Idosa de 77 anos vai de São Caetano a Caruaru por arraial

Joselita Gomes participa pela quarta vez de evento em Caruaru Foto: Diogenes Barbosa/PrimaPagina
Quem disse que há idade para encarar a maratona de forró em Caruaru (PE)? Dois mil idosos participaram da 16ª edição do Arraial da Terceira Idade. A festa já é uma tradição no calendário junino da cidade pernambucana e até mesmo a banda de pífanos que se apresenta no evento é da terceira idade.
Segundo os organizadores, estiveram presentes dois mil idosos, além de grupos vindos de 15 cidades do estado. Pessoas como a aposentada Joselita Gomes, de 77 anos, que saiu do município de São Caetano, também no agreste, somente para aproveitar o arraial. “Esta já é a quarta vez que participo, e em todas elas sempre me diverti muito”, afirma.
De mais longe ainda veio a aposentada Rita da Cruz, de 60 anos, que mora no município de Chã de Alegria, na Zona da Mata. Ela enfrentou pouco mais de duas horas de viagem de ônibus para se divertir no Arraial da Terceira Idade.  “É a primeira vez, e estou adorando”, garante.
E assim como todo arraial que se preze, a festa teve direito a noivo e noiva, e até mesmo rei e rainha do milho, personagens incorporados pelo casal Maria da Paz, de 66 anos, e José Sebastião, de 72. E para quem acha quem eles não resistem a muitas horas de forró, ela deixa um recado: “A festa começou às 14h e está prevista para acabar às 18h, mas se depender da minha disposição fico aqui até amanhecer o dia”.
Fonte: Terra

segunda-feira, 3 de junho de 2013

'Viver sozinho na terceira idade é para quem pode', diz médico

Geriatra entende que manter-se em atividade é a principal receita para que o idoso tenha uma vida saudável
São Paulo – O Brasil caminha a passos largos para ter uma das maiores populações idosas do planeta. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos próximos 13 anos o país ocupará o sexto lugar no ranking daqueles com maior número de idosos. Hoje, 10% da população brasileira, cerca de 15 milhões de pessoas, tem mais de 60 anos.
Em dez anos, esse número vai dobrar. Segundo o geriatra Luiz Roberto Ramos, após os 60 anos a maioria das pessoas terá ao menos uma doença crônica e o que vai determinar a saúde nessa faixa etária é a capacidade de o idoso ter uma vida autônoma.
Ramos, que é diretor do Centro de Estudos do Envelhecimento da Escola Paulista de Medicina e coordena o Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressalta que o país precisa se preparar para cuidar da saúde de seus idosos, inclusive formando mais médicos especializados. A entrevista foi concedida à repórter Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.
Como o senhor analisa o rápido crescimento da população idosa no Brasil?
O que está ocorrendo no Brasil não é só um envelhecimento populacional nos moldes do que foi observado em outros países anteriormente, mas é um processo muito mais acelerado por conta do fato de que o Brasil está envelhecendo já com algumas questões bastante resolvidas, como anticoncepção, porque para uma população envelhecer precisa cair a fecundidade dessa população.
O Brasil está envelhecendo, porque não só o brasileiro está vivendo mais, mas as mulheres estão tendo menos filhos. Na medida em que entram menos crianças na população, começam a sobressair os idosos. Esse é o processo de envelhecimento. Na época em que a Europa envelheceu a gente não tinha mecanismos de controle da natalidade, a coisa era feita mais na base do calendário e, mesmo assim, houve envelhecimento.
No Brasil, quando isso acontece, no final da década de 70, começa a cair a fecundidade já com os métodos anticoncepcionais bastante desenvolvidos. Foi uma queda muito mais rápida e muito mais intensa fazendo com que esse processo todo no Brasil fosse bastante encurtado. Nós estamos envelhecendo na metade do tempo que a Europa envelheceu.
Qual é a idade média do idoso brasileiro?
A idade média do brasileiro hoje está em 75 anos. As mulheres vivem sempre um pouco mais que a média, os homens sempre um pouco menos. Podemos dizer que o brasileiro ganhou nos últimos 50 anos quase 30 anos a mais de vida. Essa é uma equação complicada, porque mexe com o planejamento de vida das pessoas. Em pouco tempo, as pessoas passam a administrar 20, 30 anos a mais de vida e isso tem uma série de implicações até para o sistema da Previdência Social.
Quem é o idoso brasileiro? Como identificar essa população?
Do ponto de vista demográfico, chamamos de idosas as pessoas com mais de 60 anos. Alguns países da Europa mais desenvolvidos identificam o idoso com mais de 65 anos. Na Escandinávia, por exemplo, um idoso é um individuo com mais de 70 anos, porque muitas pessoas atingem essa idade em boas condições de saúde, fazendo com que as peculiaridades da velhice fiquem sendo empurradas para frente.
Então o parâmetro nesse caso é a saúde?
O parâmetro é a conservação das pessoas. Em países como a Suécia eles estão preocupados com a população com mais de 70 anos, embora você possa dizer que uma pessoa com mais de 60 é idosa. Eles identificam a população de atenção com mais de 70 anos. No Brasil, a gente ainda trabalha com a noção de que idosos são os indivíduos que têm mais de 60 anos e que hoje representam cerca de 10% da população, ou seja, 15 milhões de pessoas.
O que nos preocupa é que em menos de 10 anos essa população vai dobrar e nós vamos ter 30 e tantos milhões de idosos no Brasil. Aí sim, vai ser uma população grande, uma das maiores do planeta, e que vai ter que ser cuidada.
Quais são os estigmas relacionados aos “velhos”?
O único jeito de você não ficar velho é morrer cedo, então essa inevitabilidade tem um lado positivo. Os brasileiros estão vivendo mais, mas todo mundo recusa um pouco a ideia de envelhecer porque associa envelhecimento com decrepitude, no sentido das pessoas ficarem fragilizadas e principalmente se tornarem velhos dependentes e incapazes de tocar a sua própria vida.
Algumas pessoas vão envelhecer com perda funcional e consequentemente vão se tornar dependentes no dia a dia, mas elas são a minoria. A grande maioria das pessoas envelhece capaz de administrar a própria vida. No entanto, a gente tem que ter presente que a ocorrência de doenças crônicas é quase que inevitável ou seja, após os 60 anos a grande maioria das pessoas vai ter pelo menos uma doença crônica, seja pressão alta, diabete, catarata, um problema cardíaco.
Mas isso não quer dizer que ela vai ser uma pessoa limitada, dependente. Significa sim, que ela vai ter que administrar diariamente uma ou mais doenças crônicas que são inevitavelmente desenvolvidas na medida que os anos passam. O que é evitável é o individuo perder função, perder capacidade de tocar a vida de forma independente.
Esse é o foco principal das pesquisas que a gente realizou durante todos esses anos, ou seja, saúde na velhice é a manutenção da função suficiente para o individuo ter uma vida independente, autônoma. Esse é o novo conceito de saúde.
Aquele idoso que vive sozinho, que se vira sozinho.
Ele é capaz de viver sozinho porque ele consegue realizar as atividades que todo mundo faz, como se vestir, tomar banho, comer, fazer compras, cuidar das finanças, enfim, manter a sua casa e a sua família sem precisar de ajuda específica de ninguém. Esse indivíduo pode ter várias doenças. Tenho uma conhecida, a dona Clemência, que tem 90 anos e mora sozinha. Toma seus remédios, mas não depende da família para a própria sobrevivência.
Eu costumo dizer que viver sozinho na velhice, não é para quem quer, é para quem pode. É uma conquista você poder depois de uma certa idade, ter capacidade funcional suficiente para viver sozinho. Dá para você ser saudável na velhice e, ao mesmo tempo, tomar remédio para pressão, diabete, e isso não comprometer a sua saúde global.
Qual a receita para um envelhecimento saudável?
Primeiro, se manter ativo é uma grande ajuda para todas as pessoas depois da suposta idade da aposentadoria. A outra coisa é o próprio “viver sozinho” que estimula o indivíduo a se manter independente e capaz de realizar tudo que ele precisa durante o dia. E terceiro, ter claro o benefício de fazer atividade física. Um bom exemplo de manter a saúde funcional é permanecer ativo do ponto de vista laboral e do ponto de vista físico e mental.
O mercado de trabalho no Brasil está aberto à terceira idade?
Ainda não da mesma forma que se observa na Europa, onde já existem políticas bastante explícitas de recontratação e pessoas aposentadas podem ter determinadas funções que não demandam muita agilidade física, mas demandam comprometimento. É um mercado que se abre para idosos.
No Brasil, algumas áreas já identificam nos idosos pessoas mais confiáveis, com responsabilidade maior nas suas funções e que, portanto, atrairiam contratações apesar da idade e do fato de já serem aposentados em outras funções. Mas acho que é uma coisa que o Brasil vai precisar desenvolver mais. É um campo de trabalho para pessoas que já se aposentaram em alguma função e que ainda tem condições físicas e mentais de servir a sociedade.
Quais são os direitos dos idosos no Brasil?
Existe um Estatuto do Idoso bastante desenvolvido, com uma série de direitos nem sempre acessíveis a todos, pelo menos no momento. Nós vivemos num país com problemas econômicos, desemprego. Nessa disputa é óbvio que os idosos que necessitem de uma atividade laboral para fins econômicos certamente vão ter alguns problemas, porque esse mercado não está desenvolvido.
Agora, a própria necessidade de precisar trabalhar nessas idades já coloca esses indivíduos em uma situação de mais risco, porque eles certamente vêm de uma situação carente já de mais tempo. Mas o ideal é que as pessoas se mantenham ativas, sem a premência econômica, ou seja, terem uma aposentadoria mínima para poderem viver e trabalhar para melhorar essa situação e não como única alternativa.

Fonte: Rede Brasilactual

Programa de exercícios baseado em música reduz quedas entre idosos

 
Segundo uma nova pesquisa, a música pode ajudar a melhorar o equilíbrio e evitar quedas entre os idosos.
A cada ano, um terço da população com 65 anos ou mais sofre pelo menos uma queda. Metade sofre várias quedas. Segundo cientistas, há exercícios que podem neutralizar fatores de risco para quedas – tais como falta de equilíbrio – e, consequentemente, reduzir o risco de quedas em idosos.
Uma grande proporção de quedas em idosos ocorre enquanto eles andam, então melhorar o equilíbrio pode ter um impacto importante na prevenção de quedas.
O novo estudo mostrou que homens e mulheres idosos que participaram de um programa de exercícios baseado em música de piano foram menos propensos a sofrer uma queda. Eles também mostraram melhoras no equilíbrio e na forma ou estilo de andar.
O programa de exercício consistiu de uma aula de uma hora por semana com uma ampla gama de movimentos que desafiam o equilíbrio com música de piano. Por exemplo, andar no tempo da música de piano ou responder às mudanças no ritmo da música.
No estudo, que durou um ano, os pesquisadores analisaram o efeito desse programa de exercícios baseado em música de piano na maneira de andar, no equilíbrio e na prevenção de quedas em um grupo de 134 idosos.
Durante os primeiros seis meses de estudo, metade dos idosos participou do programa enquanto a outra metade fez apenas suas atividades normais. Durante o segundo semestre do estudo, o primeiro grupo voltou à sua rotina normal enquanto o segundo grupo participou do programa de exercícios baseados em música de piano.
Os resultados mostraram que após os primeiros seis meses de exercício baseado em música de piano, houve uma melhora significativa no equilíbrio e na função global dos idosos, comparado com os outros do grupo de atividade normal. Houve também muito menos quedas no primeiro grupo: 24 quedas por 66 participantes, contra 54 quedas por 68 participantes.
No segundo semestre, aqueles que participaram no programa também tiveram benefícios semelhantes.
A conclusão dos pesquisadores é que pessoas idosas recebem benefícios ao participar de programas de exercícios baseado em música de piano, pois isso aumenta sua velocidade de caminhada habitual e o comprimento do passo, melhorando assim a sua forma global de caminhar. [WebMD]

Fonte: http://hypescience.com/programa-de-exercicios-baseado-em-musica-reduz-quedas-entre-idosos/

Empresários apostam no mercado da terceira idade



O aumento da expectativa de vida já é uma realidade. Segundo o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) existem hoje no Brasil cerca de 22 milhões de brasileiros com mais de 60 anos. Até 2050, eles já serão 22% da população. De olho neste mercado, empresários cada vez mais investem em produtos e serviços voltados para a terceira idade. O ‘Pequenas Empresas & Grandes Negócios’ desde domingo, dia 27, apresenta dois empresários que investem neste mercado.
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Em São Paulo, o empresário e médico Benjamin Apter há oito anos é dono de uma academia de ginástica especializada no público da terceira idade. Com mais dois sócios, Apter teve o investimento inicial de R$ 250 mil. E hoje conta com três pontos, 40 funcionários e 650 alunos matriculados, com faturamento de cerca de R$ 3 milhões por ano.
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O programa conta a história de Thiago Abate que também investe nesta tendência. Dono de uma loja que oferece mais de 500 itens diferentes, sendo que 70% deles são voltados para o público da terceira idade, Abate iniciou o negócio com R$150 mil e agora tem mais de 1.500 clientes por mês.
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Ainda nesta edição, um negócio de sucesso em São José dos Campos, interior de São Paulo. Uma empresa fabrica produtos de higiene bucal para crianças e participa de um programa de inovação e tecnologia. O empresário Fabiano Vilhena desenvolveu o produto em um curso de mestrado e o lançou no mercado, em 2005. O empresário teve apoio do Sebrae para aperfeiçoar o layoutdos produtos. Ele participou do Sebraetec, que facilita o acesso a serviços e inovações tecnológicas. Através do programa, parte dos custos de consultorias e projetos é subsidiada.
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Hoje, sua fabrica vende um conjunto com gel dental convencional, escovinhas e porta-escovas para escolas públicas e particulares, atende 900 cidades brasileiras e mais de um milhão de crianças usam o produto. No ano passado foram vendidas 800 unidades.

Fonte:  Globo.com

Cuidados com a coluna garantem qualidade de vida na terceira idade

A prevenção é a melhor maneira de aproveitar esta fase da vida e minimizar dores e problemas de locomoçãoA população brasileira está envelhecendo em ritmo acelerado e um dos motivos é o aumento da longevidade. Hoje, se vive muito mais do que há duas décadas. Além disso, o perfil mudou: esta população não se parece em nada com os de gerações anteriores que usavam bengala, cachecol, viviam para os netos ou se prostravam numa poltrona boa parte do dia. Os representantes da terceira idade do século XXI são ativos (ou almejam ser) independentes, morar sozinhos, viajar, praticar esportes entre outras atividades sociais e familiares.

Com a mudança no perfil do público idoso, a Medicina também teve que se reinventar para atendê-lo de maneira mais eficaz. Antigamente, as cirurgias de coluna eram indicadas em casos agudos, como acidentes e traumas. - “Hoje, a medicina se depara com novos desafios, as doenças degenerativas, a dificuldade de locomoção e as dores intermitentes que acompanham esses processos”-, explica o Prof. Dr. Mario Augusto Taricco (CRM/SP 22.357).

“Portanto, a experiência do médico e a sua destreza em interpretar os resultados dos exames contam muitos pontos para alcançar o sucesso nos tratamentos”, avalia o chefe do Grupo de Coluna da Divisão de Neurocirurgia do HCFMUSP, neurologista e neurocirurgião do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Oswaldo Cruz e membro da equipe DFVneuro.

Em razão do aumento da expectativa de vida da população brasileira para 73 anos, cresceu o número de cirurgias de coluna motivadas pelas doenças degenerativas. Em busca de mais qualidade de vida, os idosos recorrem aos consultórios médicos preocupados com a perda gradual de movimentos causada pelos problemas na coluna, que também se desgasta com a idade.

Segundo o Prof. Dr. Mario Augusto Taricco, é comum pessoas chegarem às consultas visando viabilidade de continuarem dirigindo seus veículos ou então desejosos por realizarem viagens mais longas, sem que sintam dor. -“Entretanto, quando a dor surge é sinal de que o problema está instalado há muito tempo, resultado de anos e anos de maus hábitos”-, alerta o neurologista e neurocirurgião. Desta forma, quanto maior a longevidade, maior a probabilidade do surgimento de doenças degenerativas com aspecto social mais incômodo e severo porque são cumulativas e progressivas.

Segundo dados do Banco Mundial, até 2050, o número de pessoas com mais de 60 anos vai triplicar no país, chegando a 30% da população e fazendo com que o Brasil fique bem parecido ao Japão, que tem a maior população de idosos do mundo. No intuito de manter esta população longe dos problemas de coluna, o neurologista e neurocirurgião afirma que o mais importante é descobrir quais as causas diretamente relacionadas ao comportamento e como evitá-las. -“Existem muitos fatores que contribuem para o aparecimento dos problemas de coluna: sedentarismo, sobrepeso, má postura, levantamento de carga demasiadamente pesada e até mesmo sono inadequado”-, informa o Prof. Dr. Taricco.

O médico recomenda a prática de exercícios físicos - sempre com orientação profissional - para evitar a flacidez dos músculos e, com isso, a instabilidade da coluna. O excesso de peso, principalmente quando concentrada na região do abdome gera uma sobrecarga na lombar e, portanto, é necessário prestar atenção na maneira como a pessoa senta, anda, carrega objetos etc. A estimativa é que pessoas com sobrepeso de pelo menos 10kg possuem 25% mais chance de sofrer com dores nas costas.

“Não se deve tensionar os músculos das costas e pescoço para realizar qualquer atividade. Os alongamentos diários são hábitos preventivos porque propiciam o aumento do espaço entre as vértebras, na altura dos discos, evitando seu achatamento. Esta prática também trabalha a musculatura dorsal em toda a extensão, abrangendo as colunas cervical (pescoço), toráxica, lombar e pélvica”, alerta o Prof. Dr. Mario Taricco.

Fonte: Bem Paraná

Atividade física na terceira idade pode prevenir encolhimento do cérebro


A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência, revela um novo estudo.
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A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais.
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Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam.
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Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology.
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Deterioração
A ciência já provou que a estrutura e funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos.
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Também são inúmeros os registros na literatura médica de que o cérebro tende a encolher com o envelhecimento.
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Tal encolhimento está ligado a uma perda de memória e das capacidades cerebrais, dizem as pesquisas.
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Os estudos têm mostrado que as atividades sociais, físicas e mentais podem contribuir para a prevenção desta deterioração.
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No entanto, até agora não tinham sido realizados amplas pesquisas com imagens cerebrais para observar essas mudanças na estrutura do cérebro e seu volume.
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Segundo o estudo, que levou três anos para ser concluído, o médico Alan Gow e sua equipe pediram aos participantes que levassem um registro de suas atividades diárias.
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No final desse período, quando completaram 73 anos, os participantes passaram por scanners de ressonância magnética para analisar as mudanças no cérebro.
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Depois de levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que a atividade física estava "significativamente associada" com a menor atrofia do tecido cerebral.
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"As pessoas de 70 anos que fizeram mais exercício físico, incluindo uma caminhada, várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral do que aqueles que eram menos ativos fisicamente", exlicou Grow.
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"Além disso, nosso estudo não mostrou nenhum benefício real no tamanho do cérebro com a participação em atividades mental e socialmente estimulantes, como observado por imagens em scanners de ressonância magnética durante os três anos de estudo", acrescentou.
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Segundo o pesquisador, a atividade física foi também associada a um aumento no volume de massa cinzenta.
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Esta é a parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. Em estudos anteriores, essa região está relacionada à melhora da memória de curto prazo.
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Quando os cientistas analisaram o volume de substância branca, responsáveis pela transmissão de mensagens no cérebro, descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam menos.
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Causas
Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não está claro os motivos por que isso acontece.
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Os pesquisadores acreditam que as vantagens da atividade esportiva podem estar ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.
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Mas uma outra teoria é que, como o cérebro das pessoas encolhe com a idade, elas tendem a se exercitar menos e, assim, acabam tendo menos benefícios.
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Seja qual for a explicação, dizem os especialistas, os resultados servem para comprovar que o exercício físico é benéficio para a saúde.
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"Este estudo relaciona a atividade física à redução dos sinais de envelhecimento do cérebro, sugerindo que o esporte é uma forma de proteger a nossa saúde cognitiva", disse Simon Ridley, da entidade Alzheimer's Research no Reino Unido.
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"Embora não possamos dizer que a atividade física é o fator causal deste estudo, nós sabemos que o exercício na meia idade pode reduzir o risco de demência futura", acrescentou.
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"Vai ser importante acompanhar tais voluntários para ver se essas características estruturais estão associadas com maior declínio cognitivo nos próximos anos", disse.
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"Também será necessário mais pesquisas para saber detalhadamente sobre por que a atividade física está tendo esse efeito benéfico", afirmou.
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Já o professor James Goodwin, da organização Age UK, que financiou a pesquisa, disse: "Este estudo destaca novamente que nunca é tarde para se beneficiar dos exercícios, seja uma simples caminhada para fazer compras ou um passeio no jardim", concluiu.
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"É crucial que, se o fizermos, permanecer ativo à medida que envelhecem", acrescenta.

Academias da terceira idade têm 100 locais de funcionamento no Rio

Para participar, a pessoa deve ter acima de 40 anos de idade.
Exercícios físicos favorecem a saúde dos idosos.
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Para quem quer começar 2013 com saúde, a prática de exercícios físicos é fundamental. O projeto das ‘Academias da terceira idade’ conta com mais de 100 locais em funcionamento. O objetivo é proporcionar à população, acima dos 40 anos de idade, os benefícios que a prática de atividade física, com regularidade e sob orientação, fornece.
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O projeto funciona de segunda a sexta, das 07h às 10h e das 16h às 19h, onde profissionais de educação física, técnicos de enfermagem e apoio orientam os beneficiários na prática do exercício.
Para participar do projeto a pessoa (acima de 40 anos de idade) deve comparecer nas academias ao ar livre, também chamadas de ATI (Academia da Terceira Idade) mais próxima de sua residência, munido de seus documentos (RG e CPF) e com atestado médico.
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Assim, preencherá a ficha de inscrição e já pode iniciar as suas atividades nos horários do projeto sob a orientação dos nossos profissionais que recebem capacitação para proporcionar o tratamento adequado ao idoso.


Terceira idade transforma hobbies em lucro, com um pouco de ajuda

Iniciativa apoia pessoas com mais de 50 anos a aprenderem sobre planos de negócios, propaganda, marketing e mídias sociais

A nova safra de empreendedores pode não ser de jovens gênios digitais, mas sim avós prestes a se aposentarem que querem guardar algum dinheiro ao se tornarem os próprios chefes ou simplesmente continuarem ocupados.
Um número cada vez maior de pessoas em idade de se aposentar está transformando seus hobbies e paixões em empreendimentos lucrativos. Isso inclui Carla Ingram, de Sarona, Wisconsin, que está usando sua habilidade como costureira para abrir uma empresa que faz toldos de varanda resistentes à chuva, ou Donnetta Watson, de Kansas City, Missouri, que está transformando seu amor por decoração e casamentos em um buffet com esta especialidade.
Contudo, assim como muitas outras pessoas em busca de um "novo caminho", esses empreendedores mais velhos não têm todas as ferramentas empresariais de que precisam. Por isso, participam de uma nova inciativa da AARP e da Administração de Pequenas Empresas para ajudar pessoas com mais de 50 anos a aprenderem a respeito de planos de negócios, propaganda e marketing e mídias sociais.
NYT
Com a ajuda de um mentor, Carla transformou sua habilidade com costura em um negócio de sucesso
Os dois grupos realizaram um dia de assessoria para "empreendedores da velha guarda", em outubro do ano passado, seguido de um projeto de quatro semanas no mês passado durante o qual foram realizados 100 eventos várias regiões dos Estados Unidos, com o objetivo de ligar donos de negócios a consultores e outros recursos.
Pesquisas mostrando um crescimento nesse tipo de empreendedores levaram a AARP a se envolver, para que seus membros possam "buscar o empreendedorismo como meio de gerar renda, aumentar a segurança financeira e ajudar outras pessoas a conquistarem aquilo que precisam", afirmou Jean C. Setzfand, vice-presidente de segurança financeira da AARP.
Segundo ela, uma pesquisa recente da AARP revelou que quase um quarto dos empreendedores individuais, que correspondem a uma parcela significativa das pequenas empresas do país, tem mais de 60 anos. Outra pesquisa da AARP revelou que 10 por cento das pessoas com empregos regulares desejavam abrir uma empresa depois da aposentadoria.
A Fundação Ewing Marion Kauffman revelou que as pessoas em idade de se aposentar são as que mais abrem novos negócios, comparadas com outras faixas etárias. O Índice de Atividade Empresarial, lançado pela fundação em abril, revelou que a parcela de negócios iniciados por empreendedores com idades entre 55 e 64 foi de 23 por cento no ano passado, comparada a 14 por cento em 1996 e maior do que a da faixa etária entre 20 e 34 anos de idade.
Ingram, de 65 anos, que costurava drapeados sob medida enquanto ajudava o marido a gerenciar uma fazenda de laticínios, foi recentemente a um evento de assessoria em Eau Claire, no Wisconsin, onde falou sobre a ajuda que recebeu de um advogado de patentes aposentado quando estava tentando patentear seu sistema de toldos. Ela também precisava de ajuda para compreender as dificuldades em gerenciar sua empresa em constante expansão, a Weather Queen Shades, relatou.
"Quero ter certeza de que tenho o seguro correto, de que minha marca está protegida e de que sei tudo o que preciso saber sobre redigir contratos", afirmou Ingram.
Ela está sendo auxiliada por um assessor da SCORE, uma associação sem fins lucrativos que presta assessoria empresarial. Mais de 12.000 voluntários participam, muitos dos quais são executivos aposentados de grandes empresas, oferecendo assessoria gratuita e ajuda para novas startups.
"As pessoas precisam entender como é difícil", afirmou Ingram, explicando que passou dois anos criando e trabalhando nos detalhes do sistema que opera seus toldos. "O que faz a diferença não é o dinheiro, mas os conselhos que recebemos".
Watson foi a um seminário sobre demonstrações financeiras e empréstimos em Kansas City no mês passado, pois está aprendendo a fazer a gestão de seu negócio, que utiliza um espaço de eventos chamado The Promise, no bairro artístico da cidade.
"É completamente diferente quando você está tentando fazer isso sozinho", afirmou Watson, de 54 anos. "Tenho aprendido sobre como fazer orçamentos, para que eu possa contratar as pessoas de que preciso para que a empresa funcione corretamente".
Além disso, "A regra número um é fazer a contabilidade todas as semanas, não importa o que esteja acontecendo".
Watson também tem trabalhado com um voluntário da SCORE, Gary Brickman, fiscal aposentado do banco central. Ele afirmou que muitos aspirantes a donos de pequenas empresas que recorrem à SCORE em busca de aconselhamento desistem depois de saber dos compromissos e dos requisitos financeiros. Contudo, ele afirmou que Watson "tem um plano de negócios bem preparado e provavelmente alcançará seus objetivos".
A questão sobre investir as economias geralmente surge durante as sessões de assessoria, que podem ser presenciais ou online, afirmou Setzfand, e "nós sempre dizemos às pessoas que não vale a pena tirar dinheiro da aposentadoria para investir em qualquer negócio. Recomendamos que criem um fundo paralelo".
Outro problema para aposentados empreendedores é o engano de trabalhar em casa, destacou.
Para evitar esses problemas, aposentados que abrem as próprias empresas depois de saírem de locais de trabalho estruturados podem se aliar a empresários experientes em eventos para empreendedores mais velhos, afirmou Michael Chodos, administrador associado para desenvolvimento empresarial na Administração de Pequenas Empresas. "Sempre há predadores por perto, porque esse é o lugar onde o dinheiro está", disse Setzfand.
O Call Center de Combate a Fraude da AARP recebe um número cada vez maior de reclamações relacionadas a empreendedores individuais. O centro registrou 150 reclamações entre fevereiro e abril, "mais do dobro em relação ao ano passado", afirmou uma porta-voz do centro, Jean Mathisen.
Fonte: Economico

sábado, 18 de maio de 2013

DICAS PARA FAZER AMOR APÓS OS 70 DE IDADE:



  


1. Use óculos. Certifique-se de que sua companhia está realmente na cama.

2. Ajuste o despertador para tocar dentro três minutos, só para caso de adormecer durante a performance.

3. Deixe telemóvel programado para o número da 
"EMERGÊNCIA MÉDICA"

4. Escreva na sua mão o nome da pessoa que está consigo na cama, para o caso de não se lembrar. 

5. Fixe bem a dentadura para que ela não acabe por cair para debaixo da cama. 

6. Tenha DORFLEX à mão. Isto, para o caso de você cumprir a performance!  

7. Faça quanto barulho quiser. Os vizinhos também são surdos...  

8.Nunca, jamais, pense em repetir a dose. 

9. Não se esqueça de levar dois travesseiros para coloca-los sob os joelhos, para não forçar a artrose.

10. Se for usar camisinha, avise antes o  piupiu que não se trata de touca para dormir, senão ele pode confundir.     

11 . Ah! O mais importante, pode tirar a parte de baixo do pijama, mas fique com a de cima para não apanhar gripe.

(Estas dicas foram escritas em letras grandes para o auxiliarem na sua leitura)

  

Doença de Alzheimer: sintomas e sentimentos


O familiar deve evitar a sobrecarga emocional, física e social que ocorre ao atender o portador de Alzheimer, buscando ajuda, informações e suporte emocional em grupos de apoio familiar

Na atualidade, a doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, afetando pessoas de meia idade e idosos. É uma doença degenerativa e progressiva que causa lesão no tecido cerebral, causando distúrbios da função cognitiva, do humor e comportamento.

Entre os sintomas mais comuns estão a perda gradual da memória recente, declínio do desempenho para as atividades cotidianas, diminuição do senso-crítico, desorientação no tempo/espaço, estados ansiosos e depressivos. É importante ressaltar que a dificuldade de memória benigna é um processo natural do envelhecimento de qualquer pessoa, não devendo ser associado de imediato à doença.

Nos estágios iniciais do Alzheimer a pessoa tem consciência de seu estado e sofre com as perdas graduais e irreversíveis, apresentando sentimento de angústia, frustração, raiva e estados depressivos. O portador passa a viver num mundo onde os objetos desaparecem, as explicações são rapidamente esquecidas e as conversas perdem o sentido. Em fases mais avançadas a sensação é de que tudo começa a cada momento, o mundo lhes parece estranho e ameaçador, necessitando de atenção, tolerância e cuidados especiais do familiar ou do cuidador.

Cuidar de uma pessoa com demência é presenciar de forma progressiva a perda da identidade, processo construído durante toda a vida e que vai se perdendo aos poucos. É importante o familiar evitar a sobrecarga emocional, física e social que ocorre ao atender o portador de Alzheimer, buscando ajuda, informações e suporte emocional em grupos de apoio familiar.

Nos estágios iniciais e intermediários da doença podem ser realizadas atividades de reabilitação, que utilizam recursos ainda preservados do paciente, visando maior independência e diminuição das alterações de humor e comportamento. É importante focar sempre seu potencial remanescente e não suas perdas, visando retardar a progressão da doença e melhor qualidade de vida.
Fonte: Portal da 3ª Idade
Técnica em Nutrição e Dietética pelo Centro Paula Souza e estudante de Nutrição da Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Inverno piora as dores osteoarticulares e estudos mostram que acupuntura melhora tais condições

A terapia chinesa atua nas articulações, nos ossos e nos músculos, trazendo relaxamento e aliviando dores nessa época de temperaturas baixas


uitas pessoas – em especial os idosos – pensam na chegada do inverno como um vilão: junto com ele, batem à porta as dores ósseas, musculares e articulares. A ciência ainda não explica exatamente como as alterações meteorológicas pioram algumas doenças e alguns doentes, mas sabe-se que alterações na pressão atmosférica (barométrica), juntamente com a umidade e a temperatura baixa, interferem no funcionamento normal das células e, consequentemente, dos órgãos e sistemas orgânicos.

Atualmente, no arsenal terapêutico ocidental, podemos contar com diversas alternativas terapêuticas para aliviar o sofrimento daqueles que padecem de dores agravadas pelo clima, entre elas a acupuntura – método milenar da tradicional medicina chinesa que atua em pontos estratégicos.

A acupuntura atua nas articulações, nos ossos e nos músculos, melhorando a nutrição e o reparo celular das juntas, bem como aumenta a vascularização e equilibra o metabolismo dos músculos e dos nervos, trazendo relaxamento e aliviando dores nessa época de temperaturas baixas.

Terceira idade

A acupuntura é bem indicada para pacientes que já chegaram à terceira idade. Os idosos em geral têm dificuldades de mobilidade por consequência de um metabolismo muscular mais frágil e, com a acupuntura, além de reduzir o problema das dores ósseas e articulares, o método previne a atrofia muscular e ainda contribui para uma maior longevidade.

Estudo aponta melhoria na motricidade humana

Um estudo realizado na Universidade de Waseda, em Tóquio, no Japão, apontou que o tratamento através da acupuntura pode melhorar significativamente o movimento humano.

Segundo Akiko Onda, pesquisadora que liderou o estudo durante quatro anos, os resultados alcançados nesse estudo identificaram que a acupuntura pode prevenir a atrofia dos músculos esqueléticos. Durante a pesquisa, publicada pela Biochemical and Biophysical Research Communications, a equipe comprovou que a perda de massa muscular poderia ser significativamente revertida pela acupuntura.

O resultado desse estudo é extremamente importante para a população em geral por conta da perda muscular anual média, de 1%, que todos nós apresentamos normalmente após os 40 anos. E, mais ainda, por aqueles que perdem muita massa por causa de problemas de saúde, ou porque estão acamados ou apresentam problemas de locomoção e atrofias.

Alinhando acupuntura e exercícios físicos, na medida do possível, a tendência é só melhorar!
Fonte: Portal da 3ª Idade
Fisioterapeuta, acupunturista, presidente da Associação Brasileira
de Acupuntura do Rio de Janeiro (ABA-RJ) e coordenador geral do Programa de Pós-graduação em Acupuntura do Instituto Brasileiro
de Medicina Tradicional Chinesa (IBMTC)

Turista não tem idade


Terceira idade põe o pé na estrada e mostra que para viajar é preciso um bom roteiro e disposição

Quem disse que os velhinhos gostam de ficar em casa? Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos, entre os anos de 2010 e 2011, veio para provar que a terceira idade anda aproveitando muito bem a vida, bem longe daquele marasmo típico de quem “não tem nada que fazer”. 
Após entrevistar mais de 500 mil pessoas por telefone, o instituto descobriu que, ao contrário dos mais novos, que passam a maior parte do tempo tentando ganhar dinheiro para delinear os contornos, e os vovôs e vovós não sentem mais necessidades de assumir tantas responsabilidades. Resultado: obtendo saúde e um bom pé de meia, podem dedicar seu tempo a outras atividades que lhes dão prazer como, por exemplo, colocar o pé na estrada.
Outra pesquisa, a Hábitos de Turismo na Terceira Idade, realizada pelo Programa de Administração de Varejo, da Fundação Instituto de Administração, revela que 32,9% das pessoas acima de 60 anos viajam de duas a três vezes por ano, e 46,7% permanecem menos de sete dias no destino escolhido.
 O estudo revela que os viajantes dessa faixa etária gostam de paisagens como as serranas, praias, áreas rurais, cidades culturais, resorts e destinos com neve. O documento aponta também algumas comodidades essenciais para o bom funcionamento do itinerário deste grupo, entre elas é valorizado o check-in antecipado para evitar filas, ficha médica com remédios utilizados e seguro-viagem. Inclusive, esses são os itens mais procurados na hora de escolher uma boa agência de viagem.
Desde 1997, a Venturas & Aventuras, de São Paulo, tem realizado o projeto Velhinho é a Mãe. Durante o ano todo, diferentes grupos partem para os mais variados destinos, como Budapeste, Irã,  Colombia e Belém do Pará. Para participar do grupo é preciso ter mais de 60 anos. Mais de 500 viajantes já embarcaram pelo programa. A próxima viagem é para Machu Picchu, no Peru. Serão treze noites por US$ 2.940 por pessoa.
Viaja melhor idade
O Ministério do Turismo tem entre suas ações o programa "Viaja melhor idade",  que  tem como objetivo principal oferecer descontos e vantagens exclusivas para idosos, aposentados e pensionistas. Estimular esse público a conhecer os mais diferentes cantos do Brasil é também uma das grandes metas do projeto. Em fase de reformulação, o programa tem recebido colaborações de todas as esferas do setor turístico. E, agora, também é apresentado ao seu público final para receber colaborações justamente de quem irá se beneficiar com as vantagens oferecidas.
O coordenador-geral de Segmentação do MTur, Wilken Souto, apresentou a proposta preliminar do "Viaja Mais Melhor Idade" durante o 1º Seminário Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos 2013 (Snapi), na Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobapp), em Aracaju (SE).
“O processo participativo de construção dessa nova edição visa atender os reais desejos dos idosos, aposentados e pensionistas. E o que se pode perceber é que o novo modelo do projeto foi muito bem aceito pelos representantes da Cobap. Estamos no caminho certo”, avalia Wilken.
Um dos objetivos da participação do Turismo no evento é entender as demandas desse público, bem como colher suas opiniões a respeito do projeto, fator preponderante para a elaboração da segunda edição do programa, que será lançada ainda no primeiro semestre de 2013.
Lançado pela primeira vez em 2008, além de descontos e vantagens, o "Viaja Mais Melhor Idade" prevê também firmar parcerias com entidades financeiras. “Queremos disponibilizar linhas de crédito e financiamentos com taxas diferenciadas para este público, contemplando todas as classes sociais”, disse o coordenador de Segmentação.
Melhores destinos
O FalaTurista, um serviço de reservas de hotéis pela internet que opera em mais de 100 cidades brasileiras, fez uma listagem dos destinos mais procurados pelos idosos no Brasil. Aproveitamos as dicas do site e adicionamos alguns destinos que tem se destacado entre as "mais pedidas" deste grupo exigente que tem crescido cada vez mais dentro e fora do Brasil.
Águas de LindOia (SP) 
Situada a 180 quilômetros de São Paulo, a cidade atrai muitos turistas da terceira idade por causa de  seus balneários de águas termais. Além disso, a paisagem serrana e o ar puro de Águas de Lindoia trazem a tranquilidade que muitos viajantes procuram. 
Caldas Novas (GO) 
Destino preferido dos que buscam tratamentos ou apenas relaxar nas águas termais, Caldas Novas oferece uma grande variedade de hospedagens – tem o maior complexo hoteleiro do Centro-Oeste. As águas quentes chegam aos 51ºC e são procuradas por suas propriedades terapêuticas. 
Serra Negra (SP) 
Quem gosta de viajar para fazer boas compras, deve incluir Serra Negra em seu roteiro. Famosa pela produção de malhas, a cidade do interior de São Paulo abriga feiras de artesanato e inúmeras lojas de roupas.
Ciclo do ouro (MG) 
Ouro Preto, um dos destinos mais disputados em Minas Gerais. Consideradas patrimônio da humanidade, as cidades históricas de Minas Gerais (Ouro Preto, São Thomé das Letras, Mariana, Tiradentes, entre outras) são um passeio imperdível. Para os católicos, visitar as diversas igrejas banhadas a ouro e decoradas com obras de grandes artistas, como Aleijadinho, é uma experiência emocionante. Algumas cidades, como Ouro Preto, apresentam terreno bastante íngreme. Por isso, o ideal é contratar os serviços de uma van, para facilitar a locomoção e aproveitar o passeio ao máximo. As ruas de paralelepípedo também podem dificultar a caminhada. A dica é usar calçados confortáveis. 
Fortaleza (CE) 
As águas quentes do mar de Fortaleza e as opções de diversão que uma grande cidade oferece são os principais atrativos da capital do Ceará. O artesanato também marca presença em Fortaleza: bordados, crochês, tecelagens e palhas trançadas são encontrados nas diversas feiras e mercados da cidade.
Roteiro dos Vinhos (RS)
No roteiro turístico das cidades de Flores da Cunha e Nova Pádua, o visitante conhece a estrutura interna das vinícolas, os vinhedos e degusta vinhos elaborados no local. Cursos de viticultura e degustação de vinhos também são oferecidos aos turistas. As vinícolas do roteiro participam da Associação de Produtores dos Vinhos dos Altos Montes (Apromontes), que organiza os passeios.
Holambra (SP)
Esta colônia de holandeses, apelidada de “Cidade das Flores”, convida o turista a relaxar e curtir a natureza local. Além do atrativo principal (as flores), Holambra oferece passeios em parques, bairros com arquitetura europeia e restaurantes de culinária holandesa. Maior produtora de flores e plantas ornamentais do País, a cidade recebe anualmente, em setembro, o maior evento de flores da América Latina, a Expoflora. 
Natal (RN) 
Também bastante procurada pelos turistas da terceira idade, esta cidade do litoral nordestino oferece paisagens de tirar o fôlego e aventuras mais ousadas, como passeios de dromedário ou de bugue pelas dunas. Considerada uma das costas mais bonitas do Nordeste, Natal vale a pena pelas praias paradisíacas e pela infraestrutura que oferece. 
Portugal 
A maria-fumaça subindo o rio Douro, passeio delicioso. Muitas pessoas deixam de viajar para o exterior por insegurança com a língua estrangeira. Por não apresentar esta barreira, Portugal é uma boa porta de entrada para a Europa, além de oferecer ótimas opções de turismo. A história bem preservada do país é um convite aos brasileiros a descobrir suas raízes.
Socorro (SP)
Próxima a Serra Negra, a tranquila Socorro também oferece boas opções para compras. A cidade conta com uma feira permanente de malhas e de artesanato, além de atividades ecológicas, como trilhas e caminhadas leves. Não deixe de conhecer a antiga usina hidroelétrica da cidade, construída pelos ingleses.
Fonte: DM.com.br

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Convívio profissional de quatro gerações

CONFLITO DE GERACOES - NO TRABALHO
Quatro gerações muito diferentes convivem, atualmente, no mundo corporativo, o que pode ser um prato cheio para os problemas. Veteranos (nascidos antes de 1946), baby boomers (1946-1964), Geração X (1965-1979) e Geração Y ou millennials (1980-2000) cresceram em épocas diferentes, têm conjuntos de valores abrangentes e estilos de comunicação muitas vezes conflitantes. Será que por isso não conseguem trabalhar juntos? A americana Dana Brownlee, coach corporativa e presidente da empresa de desenvolvimento profissional Professionalism Matters, em entrevista à Forbes, apresentou dez dicas que podem facilitar a comunicação entre as diferentes gerações no trabalho.

Combinar formalidade e informalidade com a cultura da empresa 
Anos atrás, os locais de trabalho eram muito mais formais do que hoje em dia, diz Dana Brownlee. No entanto, a formalidade da velha escola e a informalidade da nova geração podem causar choques culturais. As gerações mais velhas muitas vezes acham que os jovens ultrapassam o limite, escrevendo e-mails para clientes e colegas de trabalho como se estivessem trocando mensagens de textos de seus celulares ou nas redes sociais, sem se preocupar em verificar a gramática e a ortografia. Segundo a coach, todos os funcionários deveriam reproduzir o grau de formalidade da cultura da empresa em suas comunicações. E, mais importante, ela recomenda que os gestores deixem bem claro quais são as regras a serem seguidas neste sentido.

Utilize vários meios de comunicação 
Enquanto profissionais veteranos e os baby boomers tendem a preferir falar cara a cara ou por telefone, os representantes das gerações X e Y são mais ligados aos meios de comunicação mais tecnológicos, como e-mails, mensagens instantâneas ou de texto, diz Dana. Se restringir a apenas um meio pode afastar alguém que tenha uma abordagem diferente. Por isso, diz ela, adapte-se a cada meio de comunicação e procure saber como o outro prefere se comunicar. Isso proporciona um equilíbrio melhor.

Individualize sua abordagem 
“A melhor maneira de se comunicar através das gerações é individualizar a sua abordagem e descobrir o que funciona com cada pessoa”, diz a coach. Ao invés de assumir que o seu jeito é o certo ou seguir estereótipos por idade, procure ter uma ideia de como as outras pessoas preferem se comunicar. Alguém para com frequência na sua mesa para conversar pessoalmente? Ou manda e-mails ao invés de retornar seu telefonema? Entenda o modo de comunicação preferido de cada um e procure se adaptar. Se não tiver certeza, pergunte.

Entenda as diferenças de valores
Valores fundamentais podem variar muito ao longo de gerações. Veteranos e baby boomers vivem em função do trabalho e sentem que precisam fazer o que for necessário para cumprir suas tarefas. Por outro lado, as gerações X e Y são mais propensas a buscar o equilíbrio entre o trabalho e os seus valores pessoais e estilo de vida. Assim, as gerações mais velhas geralmente veem os mais jovens como desleais, desinteressados e que não têm uma forte ética de trabalho. Já os jovens sentem que precisam cuidar de seus próprios interesses e estão menos dispostos a sacrificar suas vidas em prol da empresa. Compreender os diferentes conjuntos de valores pode ajudar que cada geração entenda melhor a outra, diz Brownlee.

Saiba como motivar cada geração 
Enquanto as gerações mais velhas tendem a ser motivadas pelo trabalho em si, os jovens muitas vezes procuram mais orientação, feedback e reconhecimento, diz Dana. Isso pode causar um mal-entendido crucial. Os trabalhadores mais velhos prensam que o grupo mais jovem é “carente” ou “dependente”', enquanto os trabalhadores mais jovens podem sentir-se “no escuro” ou desvalorizados. “A solução está em ambos os lados”, diz ela, acrescentando que os líderes precisam perceber o quão importante é esse reconhecimento, enquanto que as gerações mais jovens devem perceber que não vão ficar recebendo elogios a todo instante.

Esteja disposto a aprender 
Segundo a coach, as gerações mais velhas estão mais propensas a conectar-se e adaptar-se por estarem mais dispostas a aprender. “A maioria das pessoas tende a fugir do desconhecido. Em vez disso, abrace-o”, afirma. Ela aconselha que esses profissionais se conectem a uma rede social ou façam aulas de programação para ganhar mais contexto, ampliar sua visão e obter mais confiança em ferramentas nas quais não está familiarizado.

Esteja disposto a ensinar 
Cada geração pode aprender com o outra. Estenda a mão e ofereça ajuda. Os trabalhadores mais velhos podem compartilhar seu conhecimento e experiência no negócio. Os mais jovens, por sua vez, podem ensinar sobre cultura pop ou as novas tendências tecnológicas, por exemplo. É uma forma de aumentar o convívio e o respeito entre gerações.

Reconheça as diferenças 
“A tendência natural quando você se reúne com pessoas de diferentes gerações ao mesmo tempo é não falar sobre as diferenças”, diz Dana Brownlee. No entanto, evitar o assunto só fortalece a barreira entre gerações. A coach incentiva os trabalhadores a falar sobre as diferenças e discuti-las abertamente.

Não leve para o lado pessoal 
Ao invés de ficar excessivamente frustrado ou tomar as falhas de comunicação como um sinal de desrespeito, Brownlee aconselha que o profissional tenha em perspectiva os desafios de comunicação. Insista e tente se fazer ouvir.

Seja nítido, claro e conciso 
Faça uma ‘edição’ daquilo que vai falar. Inclua detalhes do que quer, mas procure manter o discurso curto. Foque no ponto mais importante logo no início da conversa.

Fonte: O Globo
Blog da Terceira Idade