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O IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística) e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
divulgaram uma pesquisa em que apontam que na década passada o número de idosos
no mercado de trabalho aumentou acima da média nacional. Em 2001 eram
aproximadamente 4,6 milhões de brasileiros com idade superior a 60 anos ativos
profissionalmente, em 2010, o número passou para 6,3 milhões. Esta variável, de
34%, é superior ao aumento geral do nível de emprego da população, de 21%.
Se não é mais tão raro encontrar profissionais em idade mais avançada no
quadro funcional, o que motiva essas pessoas a retornar ao mercado? Segundo o
diretor da NOSSA Gestão de Pessoas e Serviços, Emílio Morschel, é uma união de
fatores que inclui a legislação que torna possível se aposentar e continuar
trabalhando, a necessidade de complementação da renda e o aumento da expectativa
e da qualidade de vida. A economia em crescimento e a procura das organizações
também fecham este cenário. “Com o mercado de trabalho em alta, as empresas
começaram a rever seus requisitos e exigências e os trabalhadores com mais idade
passaram a ter novas oportunidades. Hoje, pode-se dizer que uma pessoa com 60
anos tem ainda energia e vitalidade e pode ser útil ao trabalho e à comunidade”,
afirma. Em 1941 os idosos representavam 4% da população, hoje compreendem 11% e,
em 2040, devem ser 30%.
Exigência e experiência O envelhecimento do
mercado de trabalho demanda algumas mudanças na rotina das organizações. Mas,
segundo Morschel, essas alterações não são impactantes ao dia a dia do ambiente
profissional. “É uma necessidade de pequenas mudanças, nada muito significativo,
são adaptações como horários mais flexíveis e mudanças nos programas de
benefícios. Como exemplo posso citar substituir o auxílio creche ou educação por
planos de assistência médica, programas de qualidade de vida ou subsídios para a
aquisição de medicamentos”, diz. Em troca, as empresas poderão perceber que
contam com profissionais mais velhos, porém também mais comprometidos e
dispostos. “Eles já possuem estabilidade familiar, portanto querem usar o tempo
a seu favor. Valorizam as relações humanas, prezam a cooperação, a amizade e o
trabalho em equipe. Também transmitem conhecimento, experiência e energia às
novas gerações, já que possuem foco definido e não se dispersam com facilidade”,
complementa.
O Ministério de Trabalho identificou que, em 2010, 14,21%
das 44 milhões vagas de emprego do País estavam ocupadas por maiores de 50 anos,
ou seja, seis milhões de pessoas. Não há uma área específica onde a procura é
maior, uma carreira ou formação de destaque. Para Morschel, de maneira geral,
este público pode ser reinserido. “Do alto executivo ao profissional
operacional, o atendente ou o balconista. As únicas exceções são as funções que
exijam maior vigor físico ou longas jornadas de trabalho”, diz.
Sobre a
Nossa – A NOSSA Gestão de Pessoas e Serviços atua no mercado desde 1993 nas
áreas de recrutamento e seleção, serviços temporários, serviços especializados,
terceirização de serviços e pessoas e promoção e merchandising. A matriz da
empresa está localizada em Curitiba, com unidades em São José dos Pinhais e
Ponta Grossa. Mais informações: www.rhnossa.com.br. |
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