O grupo funciona como uma “caixa de ressonância”, onde a interferência em um elemento repercute nos outros como uma rede vincular.
“Grupo é um conjunto de indivíduos ligados por constantes de espaço e tempo, articulados por mútuas representações que se propõem de forma implícita e explícita a uma tarefa que constitui sua finalidade, interactuando através de complexos mecanismos de assunção e adjudicação de papéis.
A actividade é facilitadora desse processo.
À medida que se estabelece uma articulação entre os sujeitos do grupo na qual assumem e delegam papéis um ao outro, a comunicação possibilita a aprendizagem e, consequentemente, a apreensão da realidade. O vínculo é condição básica para o sucesso do grupo; é quando um sujeito se torna significativo para o outro.
O indivíduo é um ser gregário e, durante seu desenvolvimento, passa por diferentes grupos: família, amigos, escola e trabalho.
O sênior (idoso), no decorrer de sua vida, já transitou por todos esses grupos, devendo ter todas as condições internas e a necessidade de se filiar a um grupo de pessoas iguais a ele.
Na utilização do processo de grupo, através das múltiplas relações que se dão entre seus componentes, visamos à integração do indivíduo no grupo, possibilitando sua extensão individual como membro operante deste, de sua família e de sua comunidade.
Pela formação de um vínculo com os elementos do grupo, os quais dão segurança, apoio, compreensão e liberdade entre si, é que alcançaremos o almejado: dar condições aos componentes para que se desenvolvam livres e sadios.
Um grupo só se torna grupo – isto é, mais do que uma soma de indivíduos – quando desenvolve determinado tipo de relacionamento, um vínculo, uma força que dá a ele um sentido de pertinência; uma força que regula a conduta dos membros e os faz comportar-se de maneira peculiar, distinta da interacção individual e da de outro grupo qualquer.
É por meio das experiências, das interacções e das oportunidades de vivências que surgirão mudanças no comportamento, tanto do indivíduo quanto dos elementos dos sistemas.
É no grupo que o indivíduo reconhece valores e normas, tanto seus como dos outros.
Os grupos dos idosos têm uma peculiaridade: à medida que os anos vão passando, as perdas de pessoas aumentam e os grupos exigem uma reestruturação.
O que acontece é que, por uma série de razões, os indivíduos acabam não refazendo seus contactos e ficando sem seus grupos, sejam familiares, de trabalho, de lazer ou outros.
Há uma grande necessidade de fazê-los participar de novos grupos e ajudá-los a se enquadrar naqueles que maior satisfação vão lhes proporcionar.
Sem comentários:
Enviar um comentário